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Índia compra 2 milhões de barris de petróleo de Angola para reduzir dependência da Rússia

Adnardo Barros
26/1/2026
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Foto:
DR

Os barris angolanos integram-se numa carteira mais ampla que a IOC está a montar para substituir fornecedores russos, sob a pressão das sanções ocidentais.

A maior refinadora da Índia, a Indian Oil Corporation (IOC), adquiriu cerca de 2 milhões de barris de petróleo angolano para entrega em Março, numa estratégia de diversificação de fornecedores e reduzindo a dependência do petróleo russo.

A compra, realizada junto da multinacional ExxonMobil, incluiu um milhão de barris de cada um dos tipos de petróleo Hungo e Clove, produzidos em águas angolanas.

Os barris angolanos integram-se numa carteira mais ampla que a IOC está a montar para substituir fornecedores russos, sob a pressão das sanções ocidentais. Para além de Angola, a empresa adquiriu 1 milhão de barris de Murban de Abu Dhabi, 2 milhões de barris da Upper Zakum através da trader Mercuria, e 2 milhões de barris da variedade Buzios do Brasil, junto da Petrobras.

A movimentação indiana reforça a posição estratégica de Angola no mercado global de energia, numa altura em que as nações ocidentais buscam incentivos comerciais e de defesa para desencorajar as compras de petróleo russo. Este contexto oferece às nações africanas ricas em recursos, como Angola, uma oportunidade clara para fortalecer parcerias e capitalizar a sua vantagem geopolítica.

A notícia, avançada pela agência Reuters, confirma a atraccão contínua que o crude angolano exerce entre os principais compradores globais, sublinhando o papel do país num cenário energético em reconfiguração.

Após o início da guerra na Ucrânia, em 2022, a Índia consolidou-se como o principal comprador do petróleo russo marítimo, atraída pelos descontos. No entanto, a partir de Outubro, as refinarias do país começaram a reduzir essas aquisições, pressionadas pelo reforço das sanções ocidentais contra os grandes produtores russos.

Nesta estratégia de diversificação, a IOC ampliou o leque de fornecedores de forma notável. No mês passado, a empresa assegurou o primeiro carregamento de crude colombiano, através de um acordo opcional com a estatal Ecopetrol, e realizou, também pela primeira vez, uma compra de petróleo bruto equatoriano.