A adaptação às novas tecnologias, o alinhamento das políticas públicas e os avanços na regulação figuram entre as principais medidas estruturantes do sector de seguros, destacou, esta quinta-feira, 27, em Luanda, a PCA da ARSEG, Filomena Manjanta.
A responsável falava à margem da 4.ª conferência bimestral ARSEG Conecta, sob o tema “Seguros para o Futuro: Inovação, Inclusão, Confiança e Protecção ao Serviço da Sociedade”.
No domínio da inclusão, Filomena Manjanta sublinhou que esta matéria ocupa um lugar central na inovação pretendida para o sector. Por essa razão, o Executivo está a trabalhar na regulamentação e expansão dos microseguros, visando atender à população com menor acesso à protecção seguradora.
A intenção, detalhou a gestora, é colocar ao dispor dos cidadãos diferentes serviços adaptados aos riscos a que estão expostos, independentemente da sua capacidade financeira.
Relativamente ao seguro agrícola, a reguladora informou que o Governo está a desenvolver um programa para a sua implementação, coordenado pela ARSEG em colaboração com o Ministério da Agricultura e Florestas. Segundo a mesma, o projecto encontra-se em fase final, aguardando apenas a aprovação do Executivo.
Salientou ainda que, enquanto se aguarda pela aprovação do diploma orientador, algumas seguradoras já disponibilizam este produto, uma solução que considera “crucial para o País, onde predomina a agricultura de subsistência”.
Quanto à transição digital, a PCA apontou a adopção de ferramentas como a IA como um imperativo para a transformação do sector. “A tecnologia desempenha um papel fundamental neste domínio, pois reduz custos, amplia o alcance e melhora a gestão da informação”, afirmou, destacando também a celeridade no atendimento e a redução de barreiras no acesso ao serviço.
Contudo, advertiu que a componente tecnológica “tem de estar aliada à cibersegurança e à protecção de dados”, de modo a assegurar a continuidade do negócio e a robustez operacional das instituições.
Filomena Manjanta garantiu que a ARSEG continuará a envidar esforços para consolidar uma regulação moderna e uma supervisão baseada no risco. “O regulador não substitui o mercado, o mercado não substitui o regulador e nenhum dos dois substitui a responsabilidade do Estado e dos próprios consumidores”, concluiu.














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