As hostilidades no médio oriente estão longe de cessar. Após o confronto entre Israel, suportado pelos Estados Unidos da América, e Irão, que escancarou as fragilidades da maior potência militar do mundo, governantes israelitas e turcos trocam farpas que podem resultar em guerra.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, mostrou-se contrário às acções das Forças de Defesa de Israel (IDF) na Faixa de Gaza, na Palestina, e foi um dos primeiros estadistas a condenar a postura belicista do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a quem chama de genocida pelas atrocidades, inclusive no Líbano, Irão, Iraque, Síria e outros países.
Recep Tayyip Erdoğan chegou a cogitar a possibilidade de autorizar a intervenção das tropas turcas na Síria para travar o avanço das forças especiais israelitas, alegando que a ‘armada’ de Benjamin Netanyahu põe em causa a estabilidade da linha fronteiriça turca.
A Turquia, deixou claro Recep Tayyip Erdoğan, também estava disposta a entrar na guerra (mesmo com a presença norte-americano no teatro das operações) em favor do Irão. Para o presidente turco, Israel é responsável pela desestabilização dos países muçulmanos no Médio Oriente.
O governo de Israel, capitaneado por Benjamin Netanyahu, nunca se intimidou com as ameaças de Recep Tayyip Erdoğan, inclusive sente-se com capacidade militar para enfrentar e ‘esmagar’, no teatro das operações militares, o (considerado) quarto melhor exército da Europa da atualidade.
A relação entre os dois Estados voltou a degradar-se, após o Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciar, a 28 de Junho de 2026, o reconhecimento do genocídio armênio, durante a primeira guerra mundial.
Os governos anteriores de Israel nunca reconheceram o genocídio armênio, justamente para preservar as relações diplmáticas com a Turquia, antes visto como um parceiros estratégicos na região do Médio Oriente.
“Nunca é tarde demais para fazer a coisa certa. É ao mesmo tempo um dever moral e um dever histórico”, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, citado no comunicado.
“O governo israelita, que perseguiu sistematicamente o povo palestino diante dos olhos do mundo inteiro e está a ser julgado na Corte Internacional de Justiça por acusações de genocídio contra a população de Gaza, busca encobrir os próprios crimes por meio da decisão política que adotou em relação aos acontecimentos de 1915”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Turquia, em comunicado.
Estados Unidos da América, França, Alemanha, Argentina e Chile consideram genocídio armênio, uma série o massacres que vitimaram entre 600 mil e 1,5 mlhões de pessoas.














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