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Lição para a África: Primeiro-ministro da Moldávia demite-se do cargo

Fernando Baxi
3/7/2026
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Foto:
DR

Primeiro-ministro demissionário não revelou as razões, mas há informações de contestação generalizada pelas medidas adotadas para adesão à União Europeia.

A África agradeceria se um chefe de Estado ou de Governo tivesse a coragem de publicamente anunciar a própria demissão, como procedeu, (03 de Julho), o primeiro-ministro da Moldávia, Alexandru Munteanu.

"No momento em que percebi que não poderia continuar a cumprir o meu mandato de acordo com os meus princípios e convicções, optei por renunciar", afirmou Alexandru Munteanu para a surpresa do povo moldavo.

O chefe do Governo moldavo, que ocupava o cargo desde Novembro de 2025, anunciou a demissão na página pessoal do Facebook. “Hoje, o meu mandato como primeiro-ministro da Moldávia chega ao fim”.

"Aceitei a proposta de ser primeiro-ministro com muita responsabilidade e com a firme convicção de que posso contribuir para mudar as coisas para melhor. No momento em que percebi que não poderia continuar a cumprir o meu mandato de acordo com os meus princípios e convicções, optei por renunciar", admitiu, na publicação.

Na comunicação pública, Alexandru Munteanu mostrou-se disponível para continuar a servir a Moldávia em qualquer posição, independentemente do lugar onde vive ou das responsabilidades que possa ter, seja no sector público ou privado. “Acredito que o dever para com o país não é sobre uma posição, mas sim sobre o compromisso que mantemos”.

Face ao sistema político daquele país da europa oriental, Alexandru Munteanu mantém-se no cargo (interinamente) até à nomeação (por parte da presidente da República, Maia Sandu) de um novo primeiro-ministro.

A chefe de Estado tranquilizou o povo moldavo, ao afirmar que o novo primeiro-ministro será nomeado rapidamente. Está prevista a realização de consultas com os grupos parlamentares na próxima semana para o efeito.

O primeiro-ministro demissionário não revelou as razões, mas há informações de contestação generalizada pelas medidas (consideradas impopulares) adotadas para adesão à União Europeia.