Sessenta organizações de jornalistas e de defesa dos direitos humanos solicitaram, nesta segunda-feira, 27, aos líderes europeus que rompam o acordo de associação União Europeia-Israel e exigiram medidas de clarificação das responsabilidades pelo assassínio de mais de uma centena de repórteres.
Na carta enviada ao Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, as organizações pediram medidas "contra os assassínios sem precedentes de jornalistas pelas autoridades israelitas e outras violações da liberdade dos meios de comunicação".
Na missiva, citada pela Lusa, as entidades pedem à UE que suspenda o Acordo de Associação que mantém desde 2000 com Israel porque, segundo argumentam, Telavive "violou os direitos humanos e o direito penal internacional".
Pedem, por isso, punição aos responsáveis "pelos crimes de guerra cometidos por Israel e pelas repetidas violações do direito internacional".
Na carta, escrita por iniciativa do Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), as organizações denunciam "os abusos generalizados e sistemáticos" que, sublinham, têm sido cometidos pelas "autoridades israelitas em Gaza, na Cisjordânia, em Israel e noutros lugares".

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