O Governo moçambicano assegura estar a acompanhar atentamente a evolução da situação internacional e a preparar mecanismos de mitigação num momento em que o preço do barril de petróleo no mercado internacional tem vindo a registar uma subida drástica, na sequência da escalada do conflito no Médio Oriente.
De acordo com o secretário de Estado moçambicano do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, que falava esta terça-feira, após mais uma sessão do Conselho de Ministros, entre as medidas em análise está a eventual utilização de um fundo de estabilização, destinado a amortecer impactos sobre o mercado interno e assegurar o equilíbrio económico das empresas distribuidoras de combustíveis.
“Este instrumento pode permitir compensar eventuais perdas de rentabilidade das empresas distribuidoras, num contexto em que os preços praticados no mercado interno podem situar-se abaixo dos preços internacionais”, explicou o governante, frisando que “havendo necessidade, vão ser accionadas medidas de choque, com o propósito de mitigar as perturbações que um choque desta natureza pode provocar no custo de vida e nas perspectivas de recuperação da economia moçambicana”.
Este instrumento pode permitir compensar eventuais perdas de rentabilidade das empresas distribuidoras, num contexto em que os preços praticados no mercado interno podem situar-se abaixo dos preços internacionais
Tivane reconheceu, contudo, que a evolução, intensidade e duração do conflito no Médio Oriente poderão determinar impactos diferenciados nas economias nacionais, dependendo da capacidade de cada país em adoptar medidas de amortecimento.
No caso de Moçambique, segundo o secretário de Estado moçambicano do Tesouro e Orçamento, num cenário extremo, em que o preço do barril ultrapasse os 140 dólares, a economia moçambicana poderá registar um crescimento negativo.
“Num cenário moderado, com o barril a rondar os 120 dólares, os impactos poderão reflectir-se sobretudo na estrutura de custos das micro, pequenas e médias empresas que operam em sectores como agricultura, indústria transformadora, transportes e comércio retalhista”, explicou o governante, acrescentando caso o choque nos preços se prolongue, “as perspectivas de recuperação económica poderão ser igualmente afectadas”.
O governante destacou que as projecções estão ainda condicionadas aos desenvolvimentos no Médio Oriente, deixando um apelo a todos os actores do sector dos combustíveis, incluindo a Associação Moçambicana de Importadores de Combustíveis e os distribuidores, para “assegurarem o rápido desembaraço aduaneiro do combustível actualmente disponível nos terminais oceânicos do país”.

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