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Mais de 150 angolanos solicitaram asilo em Portugal em 2025: pedidos recuaram 22% face a 2024

Teresa Fukiady
30/3/2026
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Foto:
DR

No total, Portugal registou cerca de 1.750 novos pedidos de asilo em 2025, menos 34,6% face aos 2.675 contabilizados em 2024.

Mais de 155 cidadãos angolanos pediram asilo em Portugal em 2025, representando cerca de 9% do total de solicitações de protecção internacional registadas naquele país.

De acordo com dados divulgados pelo jornal português Público, Angola manteve-se entre as três nacionalidades com mais pedidos de asilo, atrás da Colômbia (245 solicitações) e da China (170). Venezuela e Gâmbia completam o grupo das cinco principais origens, ambas com cerca de 6% (105 pedidos).

No total, Portugal registou cerca de 1.750 novos pedidos de asilo em 2025, menos 34,6% face aos 2.675 contabilizados em 2024, ano que representou o valor mais elevado desde 2008. No período em referência, o país recusou mais de mil pedidos de asilo.

Apesar da diminuição das novas solicitações, a pressão sobre o sistema mantém-se elevada. Em Março de 2026, estavam pendentes 8.787 pedidos, o dobro dos cerca de quatro mil registados em Maio de 2024, segundo a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), citada pelo jornal.

Ao Público, o Conselho Português para os Refugiados explica que a subida dos casos de asilo pendentes tem sido “constante e gradual” desde 2020.  Segundo a instituição, esta evolução deve ser enquadrada no contexto de “questões estruturais e institucionais” relacionadas com o prolongamento do processo de transição do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) para a AIMA, que terá constrangido o normal andamento dos pedidos no país.

No caso de Angola, os dados indicam uma inversão da tendência de crescimento. Os mais de 155 pedidos registados em 2025 representam uma queda de cerca de 22% face aos 202 contabilizados em 2024, segundo cálculos da E&M.

Em 2024, de acordo com o Relatório de Migração e Asilo da AIMA, Angola figurava entre as principais origens de requerentes de asilo em Portugal. O país ocupava a quarta posição global e a terceira entre os africanos, atrás do Senegal e da Gâmbia, sendo o único Estado dos PALOP presente no top 10.