IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

Número de unidades sanitárias em Angola cresceu 128,1% em sete anos para 5.958

Victória Maviluka
20/3/2026
1
2
Foto:
DR

País tem vindo a aumentar progressivamente a percentagem orçamental destinada à saúde, integrando-a como eixo estruturante da sua política de desenvolvimento humano.

Entre os anos de 2017 e 2024, Angola viu a expansão de unidades sanitárias no território nacional passar de 2.611 para 5.958, um aumento de 128,1% em sete anos, segundo dados do Ministério da Saúde (MINSA) divulgados nesta sexta-feira, 20, em Luanda, no I Conferência Economia & Mercado sobre Saúde.

No evento que decorre sob o lema ‘Modernização da Rede Hospitalar e Melhoria dos Serviços’, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, ressaltou o “enorme investimento” em infra-estruturas de saúde modernas no País, priorizando os cuidados primários com mais de 50% das novas unidades.

Descreveu que, no seguimento da consolidação da agenda de financiamento de saúde assente em pilares estratégicos fundamentais como o investimento público na saúde, Angola está a renovar o compromisso e a alocar os seus recursos públicos na saúde, com foco nos cuidados de saúde, capital humano, infra-estrutura e saúde, vigilância epidemiológica e inovação tecnológica. 

Secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa (foto feita por Andrade Lino)

Segundo Carlos Alberto Pinto de Sousa, que representava no evento a ministra Sílvia Lutucuta, o País tem vindo a aumentar progressivamente a percentagem orçamental destinada à saúde, integrando-a como eixo estruturante da sua política de desenvolvimento humano. Detalhou que o País aumentou em 46,1% a força de trabalho em saúde desde 2017.

Sublinhou que o MINSA, com o financiamento do Banco Mundial, está a desenvolver um amplo projecto de especialização que visa formar, até 2028, cerca de 38 mil quadros do sector, entre médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêuticos, com prioridade para a medicina geral e familiar, visando acelerar progressos no alcance da cobertura universal de saúde.

Angola está a diversificar as fontes de financiamento para a saúde por meio de impostos sobre produtos no serviço da saúde, como o tabaco, as bebidas açucaradas e o álcool

Reiterou o Executivo está a aumentar o financiamento doméstico e a alinhar os fundos externos com os planos nacionais, desenvolver e implantar mecanismos de financiamento inovadores, incluindo a introdução, nos próximos tempos, de um seguro nacional de saúde e também alavancar o financiamento misto para investir em infra-estruturas, cadeia de produção local e distribuição de vacinas, medicamentos e produtos médicos essenciais.

“Angola está a diversificar as fontes de financiamento para a saúde por meio de impostos sobre produtos no serviço da saúde, como o tabaco, as bebidas açucaradas e o álcool. Tudo isto deve ser sustentado por uma boa organização”, salientou Carlos Alberto Pinto de Sousa quando proferia o discurso de abertura da conferência.

O secretário de Estado para a Saúde Pública afirmou que o País está a trabalhar na criação de um Fundo Nacional de Saúde resiliente, apoiado por receitas do sector extractivo e impostos específicos, de forma a garantir a previsibilidade financeira, reforçar a capacidade para a resposta às emergências e promover a sustentabilidade financeira do sistema de saúde.