A vice-governadora do Banco Nacional de Angola (BNA), Maria Juliana de Fontes Pereira, afirmou, nesta segunda-feira, 27, em Luanda, que “o sector de pagamentos encontra-se numa fase de profundas mudanças”, impulsionadas pela digitalização da economia e pela crescente utilização dos dispositivos móveis.
Maria Juliana de Fontes Pereira, que falava na Conferência Executiva realizada por ocasião dos 25 anos da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), elencou igualmente entre os factores destas mudanças o avanço da Inteligência Artificial, a evolução das tecnologias financeiras e a necessidade de integração nos mercados regionais e internacionais.
“Os pagamentos electrónicos passaram a desempenhar um papel central na actividade económica, impulsionadas pela inovação tecnológica, a expansão da rede de aceitação e pelo surgimento de soluções cada vez mais acessíveis, rápidas e seguras”, acrescentou, durante o discurso de abertura do evento.
A vice-governadora do BNA referiu que a IMIS esteve no centro desta transformação e desenvolvimento, operando infra-estruturas que permitiram a massificação dos pagamentos electrónicos, a interoperabilidade entre os diversos agentes do sistema e o fortalecimento da confiança dos utilizadores nos instrumentos de pagamentos electrónicos.
Em relação ao BNA, descreveu que a instituição tem vindo a implementar uma agenda estratégica orientada para a modernização contínua do sistema nacional de pagamentos, assentes em prioridades como o aprofundamento da digitalização dos pagamentos, o reforço da interoperabilidade entre os sistemas de pagamentos e a expansão dos pagamentos instantâneos e dos pagamentos móveis.
Elencou ainda entre as prioridades da modernização dos sistemas de pagamentos o reforço da segurança cibernética e da resiliência operacional das infra-estruturas e a integração regional dos sistemas de pagamentos, com particular destaque para a participação de Angola nos projectos da SADC, destinados a facilitar os pagamentos transfronteiriços.
Estas iniciativas, espelhou a vice-governadora do banco central, inserem-se numa visão mais ampla de construção de um ecossistema de pagamentos moderno, inclusivo, competitivo e alinhado com as melhores práticas internacionais.
“O futuro exige, igualmente, preparação para novos desafios e novas oportunidades, tais como os activos digitais, a tokenização dos activos, os novos modelos de pagamentos digitais, a utilização de dados para a melhoria dos serviços financeiros e a eventual evolução das moedas digitais emitidas por bancos centrais (...). Angola deve acompanhar esta transformação com prudência, mas também com ambição”, afirmou.















