Os preços do petróleo caminham para nova valorização pelo terceiro dia consecutivo, impulsionados pelo agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irão após o presidente norte-americano, Donald Trump, renovar as ameaças militares ao regime de Teerã exigindo o fim do seu programa nuclear.
Em reacção ao risco de uma disrupção no fornecimento, o barril de Brent, referência para exportações angolanas, aproxima-se dos 69,41 dólares com uma valorização de 1,49%, enquanto o WTI norte-americano ganhava 1,61% para 64,24 dólares, com ambos a atingirem máximos desde finais de Setembro.
A retórica de Trump, amplificada nas redes sociais, dirige-se ao líder supremo iraniano, Ali Khamenei, numa altura em que o país enfrenta protestos internos e uma forte onda repressiva. Relatos internacionais indicam que uma frota naval dos EUA já está posicionada no Médio Oriente, pronta para uma eventual escalada militar.
A possibilidade de um conflito directo preocupa o mercado, dado que o Irão é o quarto maior produtor da OPEP, com uma produção diária de cerca de 3,2 milhões de barris. Qualquer interrupção poderia provocar uma forte alta de preços a curto prazo.
O director de pesquisa do Westpac Banking, Robert Rennie, indicou à Bloomberg que o Brent poderá superar a barreira dos 70 dólares no curto prazo. Contudo, mantém uma visão céptica sobre uma deterioração mais profunda da crise, antecipando que uma oferta global abundante, impulsionada por países como o Brasil e a Guiana, pode fazer os preços recuarem para abaixo dos 50 dólares no primeiro semestre do próximo ano.

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