A população com 15 ou mais anos desempregada em Angola aumentou em 197.615 pessoas entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, passando de 2.593.206 para 2.790.821 pessoas, um aumento de 7,6%. Do total de desempregados, 1.290.357 (46%) eram homens e 1.500.464 (54%) mulheres.
No País, o desemprego continua a afectar sobretudo os mais jovens. Entre a população dos 15 aos 24 anos, a taxa de desemprego atingiu 40,5%, enquanto no grupo dos 25 aos 34 anos se situou em 21,1%. O Inquérito sobre o Emprego em Angola (IEA) referente ao segundo trimestre de 2026 indica que a taxa de desemprego fixou-se nos 21,5% contra os 21,3% registados entre Janeiro e Março.
De acordo com o documento divulgado pelo INE, apesar do aumento do número de desempregados, a população empregada também cresceu no segundo trimestre. Entre Abril e Junho, o número de pessoas com 15 ou mais anos empregadas aumentou em 608.504, correspondente a 6,4%, passando de 9.562.740 no trimestre anterior para 10.171.244. A taxa de emprego, no segundo trimestre, foi estimada em 44,2%, contra 42,3% registada no trimestre anterior. Do total de pessoas empregadas, 5.226.599 (51%), eram homens e 4.944.646 (49%), mulheres. Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, a taxa de emprego foi 21,9%, enquanto o grupo etário dos 35 aos 44 anos concentrou a maior parcela da população empregada do país.
Segundo o IEA, 80,1% (8.145.082 pessoas) do total da população empregada encontravam-se no mercado informal. Significa que, no segundo trimestre do ano, oito em cada dez pessoas empregadas no país exerciam a sua actividade no sector informal.
Entre os trabalhadores, a maior parcela exercia actividade em negócios privados não agrícolas, sector que absorvia 63,6% da população empregada. As explorações agrícolas concentravam 23,4%, enquanto 9,5% trabalhavam no sector público, incluindo o Governo e empresas estatais.
Quanto à ocupação principal, os trabalhadores dos serviços e vendas representavam 38,1% da população empregada, seguindo-se os trabalhadores qualificados da agricultura, silvicultura e pesca, com 25,1%. Os artesãos e trabalhadores de ofícios relacionados representavam 10,4% das ocupações.















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