O Presidente da República, João Lourenço, considerou, nesta segunda-feira, 24, em Luanda, que a capital do País carece de mais instalações hoteleiras capazes de atender à demanda, e desafiou o sector privado a investir no segmento.
Ao falar à imprensa após inaugurar o Palácio de Conferências de Luanda, uma infra-estrutura com um anfiteatro com capacidade para acolher 3 mil pessoas, o Chefe de Estado realçou que os que utilizarem as instalações vão precisar de estar “condignamente” alojados.
“Este centro é parte da solução, mas há algo que ainda nos falta, e daí fazermos o desafio ao sector privado: é momento de começarem a investir seriamente na hotelaria. (...) Luanda é uma cidade capital que tem poucos hotéis. Temos o Intercontinental, o Epic Sana, o Hotel Presidente, o Hotel Baía e pouco mais”, citou.
João Lourenço avançou que a projecção do Palácio de Conferências de Luanda integra, já a nível de iniciativa privada, a construção, à sua volta, de unidades hoteleiras e restaurantes. Ainda assim, considerou que as futuras unidades serão insuficientes para cobrir as necessidades.
“A cidade [de Luanda] em si precisa de ter muito mais hotéis”, reforçou o Chefe de Estado, para quem o País já precisava de uma infra-estrutura da dimensão do centro da Chicala, um empreendimento que custou aos cofres públicos 290 mil milhões Kz (cerca de 314,19 milhões USD).
Informou que, das 12 salas desenhadas para integrarem o complexo, quatro estão por concluir brevemente, tratando-se das de maior capacidade, sendo uma delas de 500 lugares, outra de 250 lugares e as duas outras de 150 lugares cada uma.
“O País tem conseguido atrair, particularmente para a sua capital, importantes eventos internacionais. (...) A diferença é que, infelizmente, nessa altura, não tínhamos outra alternativa senão albergar esses mesmos eventos ou em tendas ou em hotéis. Vamos continuar a utilizar ainda os hotéis, mas, desta vez, apenas para alojar os delegados”, observou o PR.
E acrescentou: “Quanto ao local de trabalho, passará a ser, daqui para frente, esta instalação que acabámos de inaugurar, que tem não apenas capacidade, mas todas as condições de trabalho e de conforto para os delegados de conferências, quer de carácter político, económico, empresarial, cultural, científico”.














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