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Projecto cinematográfico retrata “boom” do sector petrolífero angolano

Victória Maviluka
19/6/2026
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Foto:
DR

O documentário trará testemunhos sobre a reforma institucional sistémica, explorando como o País conseguiu estabilizar o seu limiar de produção crucial em 1 milhão de barris/dia.

O “boom petrolífero de Angola”, descrito desde uma fase de recessão até à recuperação do sector energético, vai ser retratado num projecto cinematográfico, que começa a ser gravado já na próxima semana, com a produção a cargo da global Soyini Tales Inc., fundada por Tahira Francis.

O documentário, uma longa-metragem, vai ser uma adaptação do livro de NJ Ayuk, com o título ‘Crude Oil: Power, Turnaround and Transformatio’, trazendo aos ecrãs a “notável reviravolta estrutural” do sector energético angolano, realça um comunicado a que revista Economia & Mercado teve acesso.

Para as filmagens, a produção do programa tem no seu roteiro a realização, no território angolano, de uma série de entrevistas, visitas e documentação em locais-chave do desenvolvimento energético e económico para levar ao público o “poderoso modelo de resiliência”  da história de Angola, destaca Francis.

Citada na nota, a produtora realça que a reviravolta estrutural é possível quando “impulsionada pelo próprio povo e por visionários” de uma nação, e a longa-metragem vai captar essa “transformação vital em tempo real”, oferecendo aos investidores e ao público globais uma “visão autêntica do que é a verdadeira soberania económica”.

No cerne do documentário, espelha a nota, está um “arco narrativo cativante” de dez anos, enquadrado de “forma única através” das experiências vividas por três gerações de angolanos, e uma “complexa trajectória” do País desde a era de expansão impulsionada pelo petróleo, passando por uma “grave contracção macroeconómica”, até à fase actual de revitalização do sector.

“O documentário apresentará testemunhos humanos sobre a reforma institucional sistémica, explorando como o País conseguiu estabilizar o seu limiar de produção crucial em 1 milhão de barris por dia. Acompanhará a forma como Angola encarou com honestidade as suas próprias vulnerabilidades económicas, rejeitou narrativas externas e optou activamente por reconstruir todo o seu panorama regulatório de dentro para fora”, lê-se na nota. 

Acrescenta que o documentário vai detalhar, também, os “complexos mecanismos de mercado que conseguiram restabelecer a confiança dos investidores, oferecendo um quadro de referência autoritário e altamente visual” para os investidores internacionais no sector energético que acompanham os fluxos globais do sector upstream.

O público ficará a compreender como estas políticas de nível macro se traduzem directamente em experiências vividas nos campos petrolíferos, nas salas de reuniões e nos lares. Após a sua estreia antecipada, o documentário será lançado nos Estados Unidos e na Europa, bem como nas principais plataformas de streaming digital, informam os realizadores do documentário.