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Prospecção: ANPG e parceiros confirmam reservatórios de petróleo de “boa qualidade”

Victória Maviluka
13/5/2026
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Foto:
DR

Os testes iniciais registaram produção estabilizada entre 2.000 e 2.500 barris de petróleo por dia, sem presença de água.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e parceiros do Grupo Empreiteiro do Bloco 2/05 confirmaram, nesta terça-feira, 12, a existência de reservatórios de “boa qualidade” nas operações de perfuração, completação e teste do poço de avaliação Espadarte 7ST2, localizado no Bloco 2/05 da Bacia do Baixo Congo.

O poço de alcance estendido atravessou 8 intervalos produtivos com 53 metros de espessura total, confirmando reservatórios de crude com porosidade média entre 18% e 25% e “boa permeabilidade, acima do observado no poço Espadarte-2 perfurado em 1993”, realça a ANPG em comunicado.

“Os resultados alcançados, a qualidade do reservatório e a eficácia das soluções técnicas adoptadas indicam ser o caminho certo para o aumento da produção nacional e capacitação do Conteúdo Local”, destacou o Presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo.

Os testes iniciais, reforça a nota, registaram produção estabilizada entre 2.000 e 2.500 barris de petróleo por dia, sem presença de água, reforçando a viabilidade económica do desenvolvimento e contribuindo para a optimização da produção do Bloco.

Edson dos Santos, PCA da Etu Energias, companhia operadora neste processo, afirmou que “o sucesso do poço Espadarte 7ST2 é um marco estratégico para a empresa e para o Bloco 2/05, por ser a última área de desenvolvimento do Bloco que vai entrar em produção”.

A Etu Energias prevê mais um poço de avaliação antes de finalizar o plano de desenvolvimento para o Grande Espadarte. O projecto de redesenvolvimento do Bloco 2/05 já gerou mais de 300 empregos e aumentou a produção em mais de 20% nos últimos dois anos, sublinha o comunicado a que a E&M teve acesso.

Preocupadas com a descoberta de novos campos petrolíferos e aumento da produção, as autoridades angolanas estão apostadas em investir na Bacia do Baixo Congo, situada no Noroeste do País e Norte do Rio Congo, uma região com alto potencial petrolífero, sendo uma zona chave para a exploração de hidrocarbonetos terrestres e marítimos.