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Rácio de transformação da Banca sobe para 36,3% em 2025. Banco KEVE lidera eficiência no crédito

Adnardo Barros
19/6/2026
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DR

O grosso da poupança continua a ser canalizado para outros destinos, nomeadamente para a aquisição de títulos de dívida pública, que representam cerca de 35% do total dos activos bancários.

O rácio de transformação da banca comercial, que mede a proporção dos depósitos que os bancos convertem em empréstimos, cresceu 4,3 pontos percentuais em 2025, saindo de 32% em 2024 para 36,3% em 2025, apurou a Economia & Mercado segundo os dados do estudo "Banca em Análise" da consultora Deloitte.

Em valores absolutos, o crédito líquido concedido à economia totalizou 7,08 biliões Kz em 2025, o que representa um crescimento de 23,3% face ao ano anterior.

Apesar do avanço, o indicador continua a revelar a natureza conservadora do sistema financeiro nacional, que ainda aplica a maior parte dos recursos em títulos de dívida pública, longe dos níveis de intermediação vistos em economias da região subsariana. Na África do Sul, por exemplo, este rácio ultrapassa os 80% e em países como a Nigéria, o indicador também se situa em patamares muito superiores aos angolanos.

De acordo com cálculos da E&M, por cada 100 Kz depositados, apenas 36 Kz chegam ao bolso das empresas e famílias sob a forma de crédito. O grosso da poupança continua a ser canalizado para outros destinos, nomeadamente para a aquisição de títulos de dívida pública, que representam cerca de 35% do total dos activos bancários.

No topo da eficiência em transformar depósitos em crédito, a liderança pertence ao Banco KEVE, com um rácio de transformação de 65,5%. A instituição ultrapassou o BIC, que há muito liderava este indicador. O BCI (58,8%) e o YETU (54,6%) completam o pódio dos que mais emprestam em proporção ao que captam. O BVB (52,3%) e o próprio BIC (46,8%) fecham o grupo de elite.

BAI destrona BIC

Com um crescimento de 92,4% na carteira de crédito, o BAI destronou o BIC da liderança que este detinha, sem interrupção, desde 2019. O BAI passou a deter 19,2% da quota de mercado do crédito, contra 12,3% que detinha em 2024, e assumiu a liderança isolada do ranking com um crédito líquido de 1,36 biliões Kz.

O BIC não só perdeu o trono, como viu o volume de crédito contrair 7,6%, caindo para a 4.ª posição, com uma carteira de 713 mil milhões Kz. O grande "fenómeno" da temporada é o KEVE, que saiu da 6.ª para a 3.ª posição, com 719 mil milhões Kz em crédito concedido. O BFA mantém a segunda posição, com um crédito líquido de 891 mil milhões Kz, enquanto o SBA disponibilizou 666 mil milhões Kz, fechando o top 5.