As exportações de petróleo bruto renderam a Angola 24,4 mil milhões de dólares em 2025, uma contracção de 22,16% face aos 31,4 mil milhões de dólares em 2024. A informação foi avançada, nesta quarta-feira, pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, que atribuiu o recuo à combinação entre a diminuição do preço médio do barril e uma redução no volume exportado.
De acordo com os dados apresentados pelo secretário de Estado, o país vendeu cerca de 357,10 milhões de barris no ano passado, menos 9,28% face a 2024. Cada barril foi negociado a um preço médio de 68,4 dólares, valor que representa uma queda de 14,19% em relação ao ano anterior.
A apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2025 permitiu detalhar a tendência de contracção. Nesse período, as receitas com petróleo ficaram-se pelos 5,87 mil milhões de dólares, uma redução de 4,56% em comparação com os últimos três meses de 2024. Foram exportados 93,94 milhões de barris, a um preço médio mais baixo, de 63,7 dólares por unidade.
China mantém-se no maior destino
A geografia das exportações manteve o foco principal na Ásia. A China consolidou-se como o destino maioritário do crude angolano, absorvendo 58,57% do total anual. No último trimestre, a percentagem foi de 53,34%. A Índia e a Indonésia surgem como os outros dois principais mercados, com 11% e 8,28% das vendas anuais, respectivamente.

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