O dinheiro enviado ao exterior através de instituições financeiras não bancárias caíram 36,60% para 19,17 milhões de dólares em 2025, face aos 30,23 milhões dólares do período homólogo, apurou a E&M segundo dados do Banco Nacional de Angola (BNA).
“A principal razão é o aumento das taxas cobradas pelas plataformas oficiais de transferência, e a consequente mudança dos clientes para canais concorrentes, informais e digitais. As comissões estão muito altas e muitos angolanos passaram a usar meios mais baratos e rápidos, ainda que sem fiscalização do BNA. Isto reduz o negócio das instituições financeiras não bancárias”, explicou ao E&M o economista José Lopes.
O especialista acrescenta ainda a desvalorização da moeda nacional (kwanza) e a perda de poder de compra das famílias. “Com a inflação a apertar o rendimento, as pessoas enviam menos dinheiro ou deixam de enviar. Quem recebe remessas vê o valor real do dinheiro a diminuir. Isto reduz tanto o número de operações como os montantes médios.”
Do lado do dinheiro que vem de fora para Angola, as remessas recebidas também caíram de 16,75 milhões de dólares em 2024 para 14,02 milhões em 2025, uma queda de 16,28%.
Portugal no topo dos dois lados
Portugal continua a ser o principal destino do dinheiro enviado a partir de Angola. Fica com 66,65% do total. O Brasil aparece em segundo (18,89%), seguido da China (6,52%).
Já nas remessas que entram no País, o dinheiro que chega do estrangeiro, Portugal também lidera como país de origem, com 26,28%. Depois vêm os EUA (19,06%), Reino Unido (7,88%), Brasil (7,13%) e França (6,58%).


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