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Standard Bank e Unitel preparam-se para estrear na bolsa no 1.º semestre de 2026

Adnardo Barros
3/2/2026
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Foto:
DR

Estas operações devem injectar novo fôlego na praça financeira de Luanda e marcam uma fase decisiva do programa de privatizações.

As privatizações das participações do Estado na Unitel e no Standard Bank Angola, através de Oferta Pública Inicial, devem ocorrer até ao final do primeiro semestre de 2026, segundo uma nova previsão do Executivo avançada na primeira reunião da Comissão Inter-Ministerial.

Estas operações devem injectar novo fôlego na praça financeira de Luanda e marcam uma fase decisiva do programa de privatizações.

A Unitel, a maior operadora de telecomunicações do país, terá 15% do capital social privatizado através de uma Oferta Pública Inicial (IPO) na BODIVA. Desta percentagem, 2% estão reservados para os trabalhadores e membros dos órgãos sociais da empresa. O processo insere-se no Programa de Privatizações (PROPRIV 2023-2026).

Paralelamente, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) reestruturou a posição do Estado no Standard Bank Angola. A entidade transferiu 15% dos 49% detidos pelo Estado para o Fundo Soberano de Angola (FSDEA). A parcela remanescente de 34% mantém-se no PROPRIV e continua destinada a ser privatizada.

O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, destacou os "avanços relevantes" do ano anterior e sublinhou o contributo do programa para a criação de emprego.

O balanço da reunião presidida pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, foi claro. O programa revelou-se uma operação estruturante que cumpriu o seu propósito de reposicionar o Estado na economia, ao reactivar activos e criar uma onda de emprego e investimento privado.

“2025 foi um ano que teve bastantes empresas e activos privatizados”, afirmou José Massano, destacando como exemplos as operações de bandeira no mercado de capitais do Banco de Fomento Angola (BFA) e das fábricas da CIF.

 Do total inicial de 170 activos, 121 já foram alienados desde o arranque em 2019  Restam agora 49, cuja privatização num esforço concentrado durante 2026 deverá assinalar o término formal do programa.