O stock da dívida pública titulada aumentou 41,9% no exercício económico de 2025, ao fixar-se em 18,09 biliões de Kwanzas, contra os 12,75 biliões Kz do ano anterior, concluiu a E&M com base na informação disponibilizada (recentemente) pelo Banco Nacional de Angola (BNA).
Do valor referente ao stock da dívida pública titulada de 2025, as obrigações do tesouro, segundo cálculos da E&M, têm um peso de (aproximadamente) 92%, pois se fixaram em pelo menos 16,4 biliões KZ, como ilustram os dados do banco central, governado por Tiago Dias.
O stock dos bilhetes do tesouro (ainda em referência à informação obtida do BNA) ficou quantificado em 1,68 bilião Kz, representando (aproximadamente) 9% do valor global atingido no ano passado, o que demonstra uma estratégia de gestão da dívida (tecnicamente) saudável.
A estrutura (91% OT / 9% BT) ilustra que o Estado privilegiou a estabilidade e planeamento de longo prazo, embora na realidade macro-económica de Angola o impacto dependa do preço do petróleo, da capacidade de consolidação fiscal e qualidade do gasto financiado pela dívida pública.
Face à dependência do petróleo (tornando a economia angolana volátil), alargar a maturidade reduz a vulnerabilidade a choques de receitas, mas o custo é elevado. As OT costumam ter juros mais altos, em relação ao BT.
As OT é um instrumento da dívida que pressiona a despesa com juros no médio prazo. A crítica considera um dado relevante porque Angola gasta uma fatia elevada do orçamento com dívida, até mais ou menos 46% da despesa prevista no Orçamento Geral do Estado (OGE-2026).
Os títulos do tesouro são, actualmente, a principal fonte de financiamento orçamental, razão pela qual analistas consideram a dívida titulada como instrumento central do Estado para cobertura do défice no orçamento. Permite manter a despesa pública e evita cortes abruptos pró-cíclicos.
Quando o Estado absorve grande parte da liquidez interna, os bancos preferem comprar dívida soberana (menos riscos e bom retorno), há menos créditos para as empresas e as famílias (efeito crowding-out).
O excesso de endividamento interno, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI), aumenta a exposição dos bancos ao risco soberano.

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