O Banco de Poupança e Crédito (BPC) já desembolsou cerca de 31 mil milhões de kwanzas, de um total de 50 mil milhões disponíveis, para apoiar empresas afectadas pela vandalização e pilhagem durante a greve dos taxistas, registada entre 28 e 30 de Julho do ano passado.
De acordo com o presidente da Comissão Executiva do BPC, Luzolo de Carvalho, a instituição recebeu 104 pedidos de crédito. Destes, cerca de metade não cumpriu os requisitos exigidos pela instituição e apenas 54 foram aprovados.
A informação foi avançada nesta segunda-feira, 4, em Luanda, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do banco referentes a 2025. À ANGOP, Luzolo de Carvalho adiantou que o processo será encerrado após a conclusão dos quatro pedidos ainda em análise.
O pacote de apoio, avaliado em 50 mil milhões de kwanzas, foi aprovado pelo Governo e operacionalizado através do BPC com o objectivo de apoiar estabelecimentos comerciais afectados pelos protestos.
As medidas de alívio, previstas no Decreto Presidencial n° 150/25 de 4 de Agosto, incluem o reembolso prioritário de 100% do IVA às empresas afectadas e a isenção por três meses do pagamento de contribuições devidas pelas entidades empregadoras à Segurança Social, correspondente a 8% do valor da remuneração bruta mensal dos seus trabalhadores registados na segurança social.
De acordo com a Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (Ecodima), os protestos resultaram na vandalização e pilhagem de mais de 91 estabelecimentos comerciais, sobretudo nas províncias de Luanda e Malanje. Entre as mais afectadas estão as lojas Arreiou, com 72 unidades visadas durante os três dias de tumultos.


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