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UNICEF e Embaixada da Coreia do Sul financiam com mais de 3 milhões USD reforço da vacinação infantil em Angola

Teresa Fukiady
2/4/2026
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Foto:
Cedida

Financiamento permitirá alcançar cerca de 480 mil crianças ainda neste ano, através de campanhas de vacinação em 12 províncias consideradas prioritárias.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Embaixada da República da Coreia em Angola anunciaram um financiamento de três milhões de dólares para apoiar Angola no reforço do sistema nacional de imunização, com foco na expansão e fortalecimento do Programa Nacional de Imunização.

O apoio enquadra-se na Estratégia Nacional de Imunização 2026–2030 e tem como objectivo acelerar a redução do número de crianças não vacinadas, melhorar a cobertura vacinal e reforçar a capacidade de resposta a surtos de doenças preveníveis por vacinação.

De acordo com o comunicado conjunto, o financiamento permitirá alcançar cerca de 480 mil crianças ainda neste ano, através de campanhas de vacinação em 12 províncias consideradas prioritárias. A iniciativa inclui a realização de três rondas de intensificação da vacinação de rotina.

No plano operacional, o programa prevê o reforço da cadeia de frio com a instalação de 60 frigoríficos solares para conservação de vacinas, bem como a formação de mais de mil mobilizadores sociais, agentes comunitários de saúde, técnicos de saúde e líderes religiosos. Está igualmente contemplada a aquisição de meios de transporte, nomeadamente 60 motorizadas e 60 triciclos de carga, para o transporte de vacinas e equipas móveis em áreas de difícil acesso.

O embaixador da Coreia em Angola, Kwangjin Choi, citado no comunicado, considera o financiamento um testemunho forte da parceria firme e do compromisso do seu país com a imunização universal em Angola, no quadro das relações bilaterais entre os dois Estados.

Já a representante interina do UNICEF em Angola, Cristina Brugiolo, destaca que investimentos do género permitem acelerar o alcance das crianças não vacinadas e reforçar a prontidão do País para responder a surtos, integrando também acções de mobilização comunitária e comunicação para melhorar a procura pelos serviços de vacinação.

Por sua vez, a ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentin Lutucuta, considera que o apoio permitir o fortalecimento das acções de resposta rápida a surtos de sarampo, cólera, poliomielite e difteria, bem como implementação de iniciativas de mobilização social e comunicação para combater a desinformação, envolver líderes comunitários e aumentar a procura pelos serviços de vacinação.