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INE: Angola regista quase 2,6 milhões de desempregados no primeiro trimestre

Teresa Fukiady
20/5/2026
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Foto:
DR

No país, o desemprego continua elevado entre os jovens dos 15 aos 24 anos, com uma taxa de 40,7%, quase o dobro da média nacional.

Angola registou mais de 2,59 milhões de desempregados no primeiro trimestre de 2026, período em que a taxa de desemprego subiu para 21,3%, segundo dados do Inquérito sobre o Emprego em Angola (IEA), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

De acordo com o documento, o número de desempregados aumentou 15,5% em relação ao quarto trimestre de 2025, passando de 2,24 milhões para 2,59 milhões de pessoas. Enquanto a taxa de desemprego cresceu 1,1 ponto percentual, saindo de 20,2% para 21,3%.

No país, o desemprego continua elevado entre os jovens dos 15 aos 24 anos, com uma taxa de 40,7%, quase o dobro da média nacional. Na prática significa que quatro em cada dez jovens nessa faixa etária estavam desempregados no primeiro trimestre deste ano. Entre as mulheres, a taxa de desemprego fixou-se nos 23,4%, acima dos 19,3% registados entre os homens.

Apesar da subida do desemprego, o número de pessoas empregadas no País também registou crescimento. Segundo o IEA, a população empregada aumentou 7,7%, passando de 8,87 milhões no último trimestre de 2025 para 9,56 milhões nos primeiros três meses deste ano. Ou seja, entre Janeiro e Março de 2026, foram criados 686.090 postos de trabalho.

O inquérito consultado pela E&M, indica que durante o período em análise, a população em idade activa (pessoas com 15 ou mais anos) cresceu 0,8%, o equivalente a mais 183,8 mil 

Do total da população activa no primeiro trimestre deste ano, 9,56 milhões (42,3%) declararam ter exercido alguma actividade laboral, seja por conta de outrem, trabalho por conta própria, estágios ou apoio em negócios familiares. 

O levantamento do INE mostra ainda que o sector informal continua a dominar o mercado de trabalho angolano. Segundo o inquérito, cerca de 7,57 milhões de trabalhadores (79,3%) estavam no sector informal, o que traduzindo significa que, no país, cerca de oito em cada dez pessoas empregadas exercem a actividade na informalidade, sem qualquer vínculo laboral ou protecção social. 

Entre a população empregada, segundo o documento, a maioria trabalhava em empresas privadas não agrícolas (68,8%), enquanto 9,6% exerciam funções no sector público ou em empresas estatais.

Por sectores de actividade, o inquérito indica que o comércio por grosso e a retalho, incluindo reparação de veículos automóveis e motociclos, continua a concentrar a maior fatia do emprego, representando 33,3% do total. Seguem-se a agricultura, silvicultura e pesca, com 18,3%, e a indústria transformadora, com 4,9%.

Em termos de ocupação profissional, os trabalhadores dos serviços e vendas representaram o maior grupo da população empregada, com 42,9%, seguidos pelos trabalhadores qualificados da agricultura, silvicultura e pesca (18%) e pelos artesãos e trabalhadores de ofícios relacionados (11,3%).