A Unitel admite que “nunca foi confrontada com um incidente desta natureza e desta dimensão”, e afirma, em Comunicado ao Mercado divulgado nesta quinta-feira, 30, que dispõe de sistemas e infra-estruturas de cibersegurança robustos e alinhados com as melhores práticas internacionais do sector.
A maior empresa de telefonia móvel do País assegura aos seus clientes que possui um centro de operações de segurança, planos de continuidade de negócio e de recuperação de desastres e monitorização contínua de ameaças.
No documento, a operadora recorda que o ataque cibernético da madrugada desta terça-feira, 27, afectou os serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet em todo o território nacional, incluindo clientes particulares e empresariais.
Mas assegura que o ataque não abrangeu os serviços fixos de telecomunicações através da rede de fibra óptica e feixes hertzianos que asseguram a comunicação entre diversas instituições públicas e empresas.
“As equipas técnicas e de cibersegurança activaram de imediato os protocolos internos de resposta e contenção. O incidente está controlado e a UNITEL mobilizou todos os meios humanos e técnicos ao seu dispor para a reposição integral dos serviços no mais curto espaço de tempo possível”, lê-se na nota.
A Unitel informa que a recuperação dos serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet começou a fazer-se, de forma gradual, a partir do final da manhã desta quarta-feira, 29.
Numa abordagem que converge com parte da notícia avançada pela E&M sobre as motivações que estarão na base do ataque cibernético, a UNITEL avança que “não pode deixar de notar” a coincidência temporal entre o incidente e a véspera do início da negociação das suas acções em bolsa.
Por esta razão, a empresa não exclui, entre as hipóteses em avaliação, tratar-se de um ataque informático “deliberado e dirigido”, com o possível intuito de “perturbar o processo de admissão” das acções à negociação.















