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Vice-PCE do ATLANTICO sugere criação de identidade digital única na banca

Fernando Baxi
30/7/2026
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Foto:
Carlos Aguiar e D.R

Catarina Souza apresentou o desígnio quando interveio na segunda mesa-redonda da Conferência Executiva da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), realizada em Luanda para comemorar os 25 anos.

A vice-presidente da Comissão Executiva do Banco Millennium Atlântico (ATLANTICO), Catarina Souza, defendeu a criação de uma identidade digital única e partilha entre bancos e PSPs (prestadores de serviços de pagamentos). 

Catarina Souza apresentou o desígnio quando interveio na segunda mesa-redonda da Conferência Executiva da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), realizada em Luanda para comemorar os 25 anos de existência no mercado, onde detém o controlo dos sistemas de pagamentos.

Para a vice-PCE do ATLANTICO, um KYC partilhado no sistema financeiro (Conheça o Seu Cliente, em português) seria o caminho de progresso (relevante), no âmbito da inclusão financeira em benefício dos serviços dos clientes, sobretudo na abertura de contas bancárias.

Também tem sido desafiante para as instituições bancárias identificar os clientes, daí a responsável de um dos maiores bancos do sistema sugerir a criação de um KYC partilhado no sistema financeiro, mas respeitando a protecção dos dados pessoais.

“Temos um desafio muito grande em conseguir identificar o cliente. Naturalmente há reservas quanto à protecção de informação pessoal. Mas há forma de fazer e acho que todos nos beneficiaremos”, declarou quando interveio na mesa-redonda que versou sobre o tema: “A infra-estrutura que Impulsiona o Crescimento Económico”.

A uniformização dos dados, insistiu Catarina Souza, seria um vector relevante para a inclusão financeira, tema muito debatido no sistema bancário hoje.

Durante a intervenção no evento, que decorreu no dia 27 de Julho de 2026, Catarina Souza solicitou o suporte da EMIS para conter os ataques cibernéticos e a fraude bancária a que as instituições financeiras estão (hoje) sujeitas.  

“Hoje em dia, quando temos um evento de cibersegurança grave numa das instituições, a única coisa que trava efectivamente é a EMIS pôr uma lista vermelha”, afirmou a segunda figura da Comissão Executiva do ATLANTICO.

A lista vermelha da EMIS, continuou, funciona efectivamente e a instituição bancária transformou aquela lógica para um mecanismo de prevenção de fraudes que pode ser (muito) útil ao País e criar mais confiança no mercado.

Mais adiante Catarina Souza reconheceu que o futuro da banca passa (maioritariamente) pela digitalização, razão pela qual fazem investimentos e planeiam a estratégia a contar com a respectiva tecnologia. “Os temas de infra-estrutura demorarão, mas vão acabar por se resolver”.