A taxa de inflação no Zimbabué desacelerou para 4,1% em Janeiro de 2026, uma queda de 10 pontos percentuais (pp) face a Dezembro de 2025, quando o indicador foi de 15%, ilustram os dados do Banco Central daquele país da África AUstral e membro da SADC, divulgados recentemente.
O registo, de acordo com a instituição supracitada, coloca novamente o Zimbabué no grupo das economias que registam inflação de um dígito, o que pode ser fundamental para estabilizar o ambiente macro-económico.
A estabilidade sustentada dos preços, argumenta a autoridade monetária zimbabueana, é essencial para os planos de tornar a moeda do Zimbabué (ZiG) lastreada em ouro como a única legal naquele país até 2030.
"Marca um momento histórico para o Zimbábue", disse o ministro das finanças, Mthuli Ncube, em comunicado enviado à Bloomberg, destacando que a conquista ocorre há quase 30 anos após o país ter registado pela última vez inflação de um dígito.
O governo, disse Mthuli Ncube, permanece comprometido com a estreita coordenação de políticas para garantir que a estabilidade dos preços na economia zimbabueana seja sustentada e blindada contra a inflação.
A desaceleração da inflação no Zimbabué está ligada à introdução do ZiG em Abril de 2024, lançado depois de repetidas falhas de regimes monetários anteriores e anos de forte independência do dólar norte-americano.
O ZiG representa a sexta tentativa do Zimbabué (desde 2009) de estabelecer uma moeda local funcional e reduzir a dolarização na economia. O banco central estabeleceu parâmetros que devem ser cumpridos antes que circule como moeda única naquela economia.
Daí, esclarece Mthuli Ncube, ser necessário manter a inflação em um dígito e construir reservas cambiais suficientes para cobrir seis meses de importação. “Atender essas condições é essencial para restaurar a confiança na moeda e evitar a repetição de episódios de hiperinflação”.
De acordo com o ministro das finanças do Zimbabué, os activos estrangeiros que suportam o ZiG subiram para 1,2 mil milhões USD em Dezembro de 2024, contra os 276 milhões USD em Abril quando a moeda foi introduzida.
“O governo continuará a adoptar políticas monetárias e fiscais bem coordenadas para consolidar a estabilidade macro-económica, assim como fortalecer a credibilidade do novo arcabouço monetário”, afirmou.

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