A construção de uma economia sustentável exige visão, coordenação, políticas públicas consistentes, sector privado mais dinâmico e responsável e uma cultura empresarial orientada a longo prazo, referiu, nesta terça-feira, 7, em Luanda, a secretária de Estado do Comércio e Serviços, Augusta Fortes.
“A construção de uma economia sustentável exige visão, exige coordenação, mas exige, acima de tudo, compromisso. Precisamos de estar comprometidos”, apelou a governante, quando procedia ao discurso de abertura da 2.ª edição da ‘Semana da Sustentabilidade by INAPEM’.
No evento organizado pelo Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas, Augusta Fortes considerou que Angola reúne condições para avançar no sentido da economia sustentável, realçando a “crescente maturidade institucional” e a necessidade de transformar estas condições em vantagens corporativas.
“Isto depende, em larga escala, da nossa capacidade colectiva de agir, da forma de coordenar, de programar e de orientar os nossos resultados (...). Hoje, mais do que nunca, somos chamados a fazer escolhas, escolhas estruturais, escolhas que determinam não apenas o ritmo do crescimento económico, mas que determinam a qualidade, a resiliência, a capacidade de gerar valor de forma inclusiva e duradoura”, assinalou.
Observou, no evento que decorre sob o lema ‘Transição Verde e Desenvolvimento Económico em Angola’, que a sustentabilidade se insere “não como um conceito abstrato, nem tão pouco como uma tendência importada, mas como um instrumento de política económica, de gestão empresarial”, capaz de melhorar a eficiência, reduzir riscos, atrair investimentos e abrir novas oportunidades de mercado.
O desafio que se coloca a Angola, aflorou a secretária de Estado do Comércio e Serviços, não é apenas de crescer, mas de crescer melhor, e assegurar que o processo de transformação económica em curso seja acompanhado por modelos produtivos mais eficientes, por empresas competitivas e por maior capacidade de adaptação aos novos padrões internacionais.
“É neste contexto que o papel das Micro, Pequenas e Médias Empresas é absolutamente determinante. São essas empresas que estruturam o nosso tecido económico, que criam empregos, são elas, também, que dinamizam territórios, e territórios que, progressivamente, devem assumir um papel mais activo nas cadeias de valor, tanto a nível nacional como a nível internacional”, afirmou.
O papel das Micro, Pequenas e Médias Empresas é absolutamente determinante. São essas empresas que estruturam o nosso tecido económico, que criam empregos
Ao dirigir-se a líderes de MPME, empreendedores e gestores, associações empresariais, instituições financeiras e investidores e comunidade académica, Augusta Fortes admitiu a existência no mercado de constrangimentos vários, como o acesso a financiamento, a adopção de boa prática de governação e de incorporação de critérios ambientais e sociais (ESG).
No primeiro de quatro dias de debate, os participantes da 2.ª edição da ‘Semana da Sustentabilidade by INAPEM’ estão a reflectir à volta do subtema ‘Transição Verde e Desenvolvimento Económico em Angola’. O foco do evento, segundo a organização, prende-se com o fortalecimento da resiliência, competitividade e capacidade de adaptação das empresas angolanas aos desafios do futuro.


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