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“A inclusão financeira está a desempenhar um papel extremamente importante na economia” moçambicana

Victória Maviluka
28/7/2026
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Foto:
Andrade Lino

País do Índico conta com uma plataforma lançada pelo Banco Central que permite pagamentos instantâneos sem encargos adicionais para os particulares.

Moçambique tem verificado, nos últimos 5 anos, um marco nos pagamentos digitais assente na estabilidade da interoperabilidade. Cláudia Caetano, chefe do Serviço de Suporte Aplicacional e Desenvolvimento da Sociedade Interbancária de Moçambique, S.A. (SIMO), não tem dúvidas que a inclusão financeira é extremamente importante para a questão da economia de mercado.

Ao intervir, nesta segunda-feira, 27, em Luanda, num evento realizado pela congénere angolana Empresa Interbancária de Serviços, Cláudia Caetano disse que, em relação à actuação da SIMO, a contribuição para o processo foi de garantir uma infra-estrutura que permitisse que todos os participantes pudessem estar conectados e efectuar as transacções evitando a fragmentação. 

A gestora, painelista da Conferência Executiva - EMIS 25 anos recordou, com os trabalhos da SIMO, iniciados em 2011, deu-se um momento em que foi possível integrar numa plataforma única todos os bancos a operar no mercado financeiro moçambicano, assim como as instituições de moeda electrónica do País. 

“Considerando aquilo que tem sido a evolução transaccional, aquilo que tem sido o comportamento transacional a nível da rede, entendemos que o papel das instituições de moeda electrónica tem sido bastante importante naquilo que é a inclusão financeira e, obviamente, naquilo que é a dinamização da economia a nível nacional”, considerou. 

Para Cláudia Caetano, que intervinha no painel ‘Sistemas de Pagamentos’, a integração das instituições de moeda electrónica em Moçambique trouxe, em termos de mudança, um comportamento transaccional significativo a nível da rede, e destacou que, actualmente, são as que mais movimentam o volume transaccional ou comportam grande parte do volume transaccional.

Segundo a responsável do Serviço de Suporte Aplicacional e Desenvolvimento da SIMO, este movimento criou comodidade para os utilizadores finais da possibilidade de iniciarem transacções independentemente daquilo que é o seu provedor ou preocupação com a rede em tempo real, um cenário para quem trouxe “uma grande confiança” no mercado. 

Observou ser “extremamente importante” entender que, quando se fala de inclusão financeira, não se deve resumir apenas à simples questão de acesso: “Consegue-se verificar, pelos números apresentados pelo Banco Central que, em termos estatísticos, o número de contas, sejam elas bancárias, assim como de subscritores das instituições de moeda electrónica, tem estado a crescer ao longo dos anos”.

Em relação ao papel das autoridades públicas no sistema financeiro, Cláudia Caetano realçou a introdução, neste ano, do serviço METIX (Sistema de Pagamentos Instantâneos lançado pelo Banco de Moçambique), que impulsionou a expansão dos pagamentos instantâneos que já se encontravam disponíveis a nível da rede para os canais dos bancos. 

Admitiu ser ainda prematuro avaliar o impacto deste serviço, mas mostrou-se optimista que este trará, à semelhança da interoperabilidade que foi observada com a integração das instituições de moeda electrónica e dos bancos, um novo modelo de transacção a nível da rede e um incentivo económico, uma vez que, para esta nova plataforma, há a questão de isenção de comissão aos particulares. 

“Temos grandes expectativas em relação ao futuro. A nossa história não é muito diferente da história (...) da evolução da IMIS. Há muita similaridade. Passámos também por alguns constrangimentos e que só trouxeram connosco espírito de resiliência, muita dedicação e força de vontade”, disse.