O Presidente da Comissão Executiva do Banco de Fomento Angola (BFA), Luís Roberto Gonçalves, afirmou, nesta segunda-feira, 21, em Luanda, haver necessidade de um esforço maior para permitir que a bancarização em Angola seja uma realidade para o máximo de pessoas possíveis.
O PCE do BFA, ao participar na Conferência Executiva - EMIS 25 Anos, informou que os “grandes desafios” do ponto de vista da tecnologia, de telecomunicações, acesso à internet e ao telefone continuam a ser uma realidade em muitas localidades do País, onde as comunicações não chegam e, por arrasto, os bancos e empresas que estão no sistema também não as alcançam.
“Ainda temos níveis de bancarização que são relativamente baixos, e com o agravante que temos um índice de crescimento populacional muito alto. Aqui, a tecnologia é importante, mas (...) se não tivermos as infra-estruturas de suporte à tecnologia, acaba por ser muito difícil conseguir fazer chegar os serviços a essas localidades”, reportou.
Luís Roberto Gonçalves apelou para mais investimentos principalmente nas telecomunicações para que serviços financeiros cheguem a mais pessoas para que o País reduza os índices baixos de bancarização, situados à volta dos 35%, segundo o PCA da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), José Gualberto de Matos.
Sobre a actividade do banco, o PCE do BFA, que intervinha no painel ‘A infra-estrutura que impulsiona o Crescimento Económico’, referiu que a instituição está focada em investir nos quadros para que os seus serviços estejam à altura dos anseios sobretudo de uma população mais nova, além da aposta na modernização do banco através de recursos tecnológicos.
“Acabamos por ter várias gerações a funcionarem ao mesmo tempo dentro de uma estrutura que está mais talhada para lidar com a parte da população mais antiga e não com operadores mais novos e, por isso, um desafio imenso para que consigamos garantir que o banco continue a desenvolver a sua actividade com qualidade e entregue aos seus clientes o máximo de valor possível, disse.
Reafirmou que, internamente para o banco, a grande preocupação é continuar a ser relevante: “As pessoas e a tecnologia são as duas áreas onde temos investido bastante e queremos continuar a investir nos próximos anos, se quisermos manter um nível de competitividade e presença no mínimo idêntico aos 33 anos que tivemos no passado. A ambição é continuar nesse caminho”.















