O sector agrícola vale cerca de 12% da carteira de crédito do Banco de Fomento Angola, informou o director do Departamento de Agronegócio do BFA, José Carlos Costa, para quem existem no referido segmento poucos projectos que cumprem critérios para beneficiarem de financiamento.
O gestor, que falava nesta quinta-feira, 11, em Luanda, na conferência AAPAbacate, afirmou que “não é necessariamente má” a cota que o sector agrícola ocupa na carteira de crédito da instituição financeira que representa.
“[O problema do] financiamento em Angola, na agricultura em particular, muitas das vezes, não é a disponibilidade de liquidez. A taxa de transformação dos bancos angolanos é relativamente baixa, porque às vezes, quando se noticia que não há fundos, na verdade, há fundos e há vontade de se financiar mais, mas, infelizmente, é um pouco difícil encontrar os melhores projectos”, considerou.
Em relação à produção de abacate, o director do Departamento de Agronegócio do BFA informou que a empresa foi responsável pelo financiamento de um dos fundadores do Cluster do Abacate em Angola para desenvolver “um projecto relativamente grande”, ainda em fase de aumento da produção.
“Para o banco, o sector agrícola para o futuro é crítico”, considerou José Carlos Costa, que assegura a capacidade de recursos humanos que o banco dispõe para proceder às devidas avaliações técnicas de projectos agrícolas que, cada vez mais, chegam à mesa da instituição bancária para financiamento.
“Rapidamente, o banco percebeu que era importante acompanhar os projectos agrícolas. Contratou uma engenheira agrónoma e, ainda assim, revelou-se insuficiente. Foi entendido, do ponto de vista estratégico, que o banco devia reforçar a equipa de pessoas com formação nas áreas agronómicas”, referiu.
Salientou que, fruto deste programa, desde 2018, existe uma Direcção de Agronegócio no BFA, que é composta, essencialmente, por pessoas com formação nas áreas de Zootecnia e Agronomia, com capacidade para avaliar e validar propostas de financiamento.
“Esses técnicos fazem o acompanhamento dos projectos. Quando há necessidade de corrigir o caminho, ajudamos o cliente no que é possível; e, quando detectamos que não é possível corrigir o caminho, esses técnicos alertam-nos da necessidade de se encontrar outros mitigantes”, realçou José Carlos Costa.















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