Surgida há nove anos no mercado nacional, a FIXIND - Indústria de Mobiliário já investiu acima de 5 milhões de dólares e pretende tornar-se a “maior fábrica de mobiliário com design e colecções criados em Angola”, pespectiva o CEO da empresa, Assif Hassanaly.
O gestor, que falava, recentemente, num encontro com jornalistas, explicou que a companhia nasceu das oportunidades e desafios do sector mobiliário de Angola, particularmente da necessidade de mais investimentos na produção nacional, capazes de fazer face às importações.
“As fábricas que existem cá apenas produzem viradas para a área da construção, a área imobiliária. Falta mobiliário para o consumidor final, para todos nós, particulares; falta mobiliário de escritório para as empresas”, afirma.
Realça que a FIXIND é, nesta altura, “a única de toda a esfera de carpintaria a desenhar colecções e catálogos próprios”, contando, só na linha de mobiliário de escritório, com 250 páginas de produtos desenhados, modelados e criados para a escolha dos clientes.
Assif Hassanaly informa que a linha de produção da empresa, instalada na província de Luanda, possui equipamentos de última geração e pessoal qualificado para garantir que os produtos tenham padrão de qualidade internacional.
Diz que a fábrica está virada para um segmento médio/médio-alto, que corresponde àqueles que, “por norma, gostam de ir lá fora importar”, e sobre os quais a FIXIND pretende actuar, oferecendo “o melhor produto, com a mesma qualidade, o mesmo design e mais económico”, garante o gestor.
“Temos capacidade de produção em escala. Uma empresa que está a construir um edifício, se tiver de equipar este edifício, precisaria de importar… são 3, 4, 5, meses no mínimo. Aqui, em um mês, conseguimos montar. Temos uma capacidade de produção muito grande”, assegura.
Sublinha a existência no mercado nacional de matérias-primas importantes para a indústria de mobiliário, sobretudo madeira maciça e pedras. Mas lamenta que ainda haja a necessidade de recorrer ao mercado estrangeiro para aquisição de alguns derivados da madeira.
“Somos pequenos, se comparados com toda a madeira que existe no mercado [nacional]. O desafio de Angola é transformar matéria-prima em produtos acabados em todas as áreas”, observa o CEO da FIXIND, que acumula 35 anos de experiência no sector.
Além da necessidade de aumento da oferta de derivados de madeira, elenca entre os grandes desafios do segmento a formação de quadros, a construção de estradas que garanta o escoamento de produtos e uma maior solução de serviços de logística, fazendo com que toda a cadeia de valor do funcione de forma harmonizada.
A empresa possui 120 funcionários, 20% dos quais mulheres. Assif Hassanaly assinala que, tirando um formador, um responsável da área de Marcenaria, o universo de funcionários da FIXIND - Indústria de Mobiliário é formado por quadros nacionais.
Nesta altura, refere o empresário que vive há 18 anos em Angola, a produção está, por enquanto, voltada somente para atender ao mercado nacional: “O nosso grande desafio é conquistar o mercado nacional e as pessoas conhecerem-nos. Não queremos ser daquelas empresas que são conhecidas lá fora e não são conhecidas aqui dentro”.
Adianta que a empresa projecta inaugurar, em Setembro próximo, em Luanda, um edifício que acolherá “o maior showroom e o único showroom em Angola 100% nacional”, que vai incorporar madeira maciça, derivados de madeira, alumínios, metal, pedras, estofos: “Todo um mobiliário de design 100% nacional, 0% importação”.


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