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Alunos do Instituto Politécnico do Zango 8000 queixam-se de supostos actos antipedagógicos

Fernando Baxi
15/7/2026
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Foto:
DR

Face ao descontentamento, os discentes endereçaram uma carta ao Ministério Público a denunciar os factos menos abonatórios naquele estabelecimento de ensino.

O ano lectivo 2025/2026 em Angola está praticamente encerrado, aos alunos do Instituto Politécnico Industrial 17 de Dezembro “N.º 6081”, na centralidade do Zango 8 000, resta esperar com incredulidade, como alegaram em denúncia pública, pelos resultados, face aos (supostos) actos de corrupção que enfermam aquela instituição de ensino. 

Os alunos daquela instituição do II ciclo do ensino secundário, localizada no município de Calumbo, província do Icolo e Bengo, queixam-se da direcção, às ordens de Joana Francisco da Rocha Francisco, por (supostamente) ter conhecimento dos actos de corrupção, mas nada fez ou tem feito para desencorajar os protagonistas, no caso os docentes.

Em denúncia pública, já encaminhada ao Ministério Público na província do Icolo e Bengo, os discentes do Instituto Politécnico Industrial 17 de Dezembro “N.º 6081”, no distrito de Bela Vista, centralidade do Zango 8 000, incluíram o subdirector pedagógico, Mendes António Dinis Futi.

De acordo com a denúncia dos estudantes do instituto politécnico supracitado, os actos de corrupção iniciam durante as matrículas para frequência da 10ª classe. Nesta fase, queixam-se, o candidato pode (supostamente) pagar entre 100 e 200 mil Kz a fim de garantir uma vaga.

Face ao modus operandi dos docentes, como se pôde depreender das declarações dos discentes constante na denúncia pública, dificilmente os alunos obtêm resultados satisfatórios, principalmente em matemática.

“É verdade que em muitos casos não tirámos boas notas, mas (isso) porque os professores faltam muito. Às vezes, apenas distribuem matérias quando restam poucos dias para as provas”, denunciaram os estudantes.

Em Março e Abril do ano lectivo prestes a terminar, aquela instituição do ensino técnico-profissional, contaram os denunciantes, realizou exames especiais. A maioria dos discente lhes foi cobrada 120 mil Kz para eliminar disciplinas em atraso. Um dos docentes mais visado chama-se Ananias.

Segundo os denunciantes, existem muitos alunos que tinham reprovado nos exames especiais, mas frequentaram as classes subsequentes. Os estudantes suspestam de que Ananias seja um dos professores por trás desta ‘operação’ pela (suposta) influência junto da direcção.

Tendo em conta a denúncia, contactámos a directora Joana Francisco da Rocha Francisco, para esclarecimentos. Aceitou sem quaisquer evasivas, inclusive marcou-se a data em que se iria realizar a entrevista.

Para surpresa, quando novamente contactada, desmarcou a entrevista (que seria realizada no Instituto N.º 6081), alegando falta de tempo porque estava a participar de um seminário (muito) importante.

Depois de alguma insistência, disse que não mais deveria se pronunciar sobre o assunto, pois o caso já estava sob ‘alçada’ da Delegação Municipal de Educação de Calumbo, na província de Icolo e Bengo.