O petróleo acelera esta terça-feira (07-04) perante a ameaça de Donald Trump de obliterar o Irão "numa noite". O Brent, referência as exportações angolanas, volta a superar os 110 dólares por barril, mas é o WTI, crude de referência para os norte-americanos, que dispara mais de 2% para 115 dólares e toca num dos valores mais altos desde o início do conflito no Médio Oriente.
Numa extensa conferência de imprensa, Trump afirmou que o Irão "por inteiro pode ser destruído apenas numa noite, e isso pode acontecer já amanhã à noite", numa clara alusão ao ultimato dado para a destruição das infra-estruturas iranianas, caso o estreito de Ormuz, por onde escoa grande parte da oferta mundial de crude, não seja reaberto à navegação.
O prazo termina às 01h00 de quarta-feira. O líder norte-americano reiterou que os EUA "não podiam permitir que o Irão tivesse uma arma nuclear" e classificou a eventual operação como uma "mudança de regime".
"Se Trump entrar efectivamente num modo de 'aniquilação' e o Irão responder com retaliações 'mais devastadoras' e 'mais abrangentes', prevemos uma impulsão do petróleo na direcção dos 120 dólares", explica Robert Rennie, director de investigação de matérias-primas da Westpac Banking Corp, em declarações à Bloomberg. "Todavia, se Trump voltar a adiar a decisão, então permaneceremos na actual faixa dos 95 a 110 dólares, pelo menos por enquanto", antecipa o analista.
Apesar das repetidas ameaças, o Presidente norte-americano assegura que as negociações com Teerão estão "a correr bem". Na segunda-feira, o regime de Mojtaba Khamenei apresentou uma contraproposta de dez pontos ao acordo de cessar-fogo proposto pela Casa Branca, que inclui, para além do fim definitivo do conflito, um protocolo de circulação segura pelo estreito de Ormuz, o levantamento das sanções impostas ao país e ainda apoios para a reconstrução das infra-estruturas danificadas durante a guerra.


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