Angola comercializou aproximadamente 17,7 milhões de quilates de diamantes brutos em 2025, gerando receitas estimadas em 1,8 mil milhões USD. Os dados representam um aumento de 70,2% em volume e de 21,1% em valor face a 2024, segundo o balanço oficial da Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM – E.P.).
De acordo com o comunicado consultado pela Economia & Mercado (E&M), os resultados confirmam a capacidade de adaptação da estratégia comercial nacional às transformações do mercado diamantífero internacional, num contexto global particularmente desafiante para os diamantes naturais. Este desempenho, como refere a SODIAM, reflecte uma expansão significativa da capacidade de colocação dos diamantes nacionais no mercado internacional, impulsionada sobretudo pelo crescimento da produção da mina de Luele.
Apesar da descida expressiva de 28,9% no preço médio de venda por quilate, o aumento dos volumes comercializados permitiu elevar a receita global. No comunicado, a SODIAM explica que este resultado decorreu de uma gestão de vendas mais eficiente, aliada à decisão estratégica de não constituição de stocks em 2025, ao contrário do que ocorreu no ano anterior nas minas da Catoca e de Luele.
No domínio das exportações, Angola exportou cerca de 17,2 milhões de quilates ao longo de 2025, um crescimento de 68,9% em relação a 2024, apesar das adversidades do mercado, marcadas por mudanças estruturais e alterações nas preferências dos consumidores finais.
Conforme o comunicado do órgão público responsável pela supervisão, compra, venda e exportação de diamantes em Angola, actuando como canal único de comercialização do produto, os resultados alcançados reforçam o papel estratégico do sector diamantífero na economia nacional.

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