José Macedo, director geral da Novagrolider, alerta que a sustentabilidade agrícola em Angola passa inevitavelmente pelo recurso a soluções renováveis. O responsável destaca que os fertilizantes tradicionais são finitos e que o País precisa pensar já em alternativas para preservar o solo e reduzir custos.
Participando no primeiro painel da VIII Conferência E&M sobre Agricultura, sob o tema “Indústria de Fertilizantes e Insumos”, Macedo explica que, à exceção do nitrogénio (que pode ser retirado da atmosfera), os restantes nutrientes essenciais, como fósforo, potássio e zinco, têm reservas limitadas.
“Os fertilizantes um dia vão acabar. Precisamos de partir para soluções orgânicas e renováveis. Em Angola ainda cuidamos muito pouco disso”, afirma.
O director da Nova Agrolíder sublinha a importância de práticas agrícolas que incorporem matéria orgânica e micro-organismos que potencializam a absorção de nutrientes pelo solo.
Sobre o acesso aos insumos e financiamento, José Macedo lembra que já existem iniciativas de importação colectiva de fertilizantes por produtores, mas que ainda não se consolidaram.
“Houve várias reuniões para criar cooperativas e associações que permitam comprar fertilizantes a preços mais baixos, mas o processo demora. É uma preocupação de todos nós”, afirma.
O responsável reforça que práticas como queimadas e exploração intensiva do solo prejudicam a produção. No campo da inovação, destaca o trabalho do laboratório da Nova Agrolíder, “que desenvolve micro-organismos que tornam os nutrientes do solo mais assimiláveis pelas plantas”.
De acordo com o responsável, os produtos biológicos, menos nocivos à saúde humana, representam o futuro da agricultura sustentável.
“O mundo caminha para soluções que utilizam o que a natureza oferece, sem depender de químicos caros e finitos”, conclui.

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