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Arranque da produção nacional de fosfatos e ureia previsto para biénio 2026/2027

Teresa Fukiady
24/2/2026
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Foto:
Andrade Lino

Uso médio de fertilizantes no país ronda 7,9 quilogramas por hectare, um dos níveis mais baixos da região, para um consumo anual estimado em cerca de 100 mil toneladas.

O início da produção nacional de fosfatos e ureia está previsto para o biénio 2026/2027, no quadro dos esforços para reduzir a dependência externa de fertilizantes, reportou Maurício Brito, nesta terça-feira, 24, durante a 8.ª Conferência E&M sobre Agricultura. 

De acordo com o prelector, a cadeia de valor dos fertilizantes no País continua com dependência quase total de importações, principalmente de NPK, ureia, DAP, MAP e KCl e marcado por logística cara e lenta. 

No País, o uso médio de fertilizantes ronda os 7,9 quilogramas por hectare, um dos níveis mais baixos da região, para um consumo anual estimado em cerca de 100 mil toneladas. Para garantir a autossuficiência alimentar, estima-se um consumo de cerca de 800 mil toneladas por ano.

Apesar do cenário, as previsões apontam para um crescimento gradual do consumo até 2028, impulsionado pela intensificação agrícola e pela necessidade de aumentar a produtividade nacional. 

Segundo as projecções apresentadas por Maurício Brito, o uso de fertilizantes azotados deverá manter uma trajectória ascendente, passando de 3,78 kg/hectare para 3,85 kg/hectare, enquanto as importações de azoto, fósforo e potássio poderão crescer a um ritmo médio anual próximo de 3%. 

Já os custos com a importação de misturas de fertilizantes, referiu durante a prelecção ‘Cadeia Nacional de Fertilizantes e Insumos: Caminhos para a Autonomia Produtiva’, poderá crescer para perto de 90 milhões de dólares.

No plano industrial, o País regista vários projectos em fase de arranque e outros em planeamento, incluindo fábricas de extracção de fosfatos, unidades de amónia e ureia, instalações de blending e granulação, bem como fábricas de sementes e NPK em diferentes províncias. 

Algumas destas unidades, constatou-se na prelecção, já estão operacionais, enquanto outras se encontram em construção ou anunciadas. Entre as operacionais destacam-se uma fábrica em Luanda, duas em Benguela, uma em Namibe e no Moxico. Já Cabinda, Soyo, Icolo e Bengo, Huambo e Kwanza- Sul têm fábricas em construção ou anunciados.