Angola consome, em média, 10 milhões de redes mosquiteiras por ano, um volume que sustenta o apelo do Governo ao investimento privado na produção local, no quadro do combate à malária. A informação foi avançada, recentemente, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Saúde Pública.
Na 1.ª Conferência E&M sobre Saúde, Carlos Alberto Pinto apelou aos investidores privados a explorarem esta oportunidade de negócio com a instalação de fábricas de redes mosquiteiras e de inseticidas no País, no âmbito do combate à malária, doença que é a principal causa de morte no País, com uma média anual de 10 mil óbitos.
Segundo o governante, cada rede mosquiteira importada chega a Angola a um custo que varia entre um e cinco dólares. Multiplicado pelo consumo anual, o País gasta entre 10 milhões e 50 milhões de dólares na importação de redes mosquiteiras.
Carlos Alberto de Pinto assegurou que o Governo está aberto aos investidores privados interessados no segmento das redes mosquiteiras e insecticidas: “Aqui na SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) só há uma fábrica [de inseticida], que é na Tanzânia, e essa fábrica vai encerrar”.
Para o secretário de Estado, este cenário abre espaço para que Angola se posicione como um potencial pólo regional de produção, capaz de responder não só à procura interna, mas também às necessidades dos países vizinhos.

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