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Angola e RDC avançam com concessão de linhas de transmissão energética

Sebastião Garricha
20/2/2026
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Foto:
DR

O primeiro projecto interliga as províncias do Zaire e de Cabinda, passando por Matadi e Inga, na RDC. É uma linha de transmissão de alta tensão que será construída com recurso a investimento privado.

O Ministro dos Recursos Hídricos e Electricidade da República Democrática do Congo, Aimé Sakombi Molendo, assinou com a SOMAGEC a concessão do projecto de linhas de transmissão energética de 400 kV entre Angola e a RDC.

Segundo nota enviada à redacção da revista Economia & Mercado (E&M), trata-se de dois dos projectos de interconexão energética mais ambiciosos da África Austral: as linhas de transmissão Soyo-Inga-Cabinda e Laúca-Kolwezi, cujo financiamento foi recentemente anunciado, após a conclusão dos estudos de viabilidade, licenciamentos e estruturação financeira.

O primeiro projecto interliga as províncias do Zaire, município do Soyo, e de Cabinda, passando por Matadi e Inga, na RDC. É uma linha de transmissão de alta tensão que será construída exclusivamente com recurso a investimento privado.

Conforme a nota, a referida infra-estrutura visa não só reforçar as exportações de energia de Angola, como também assegurar o abastecimento da província de Cabinda através da rede nacional.

Linha estratégica para a industrialização, electrificação regional e dinamização do Corredor do Lobito

Com mais de 1.200 km de extensão, o segundo projecto liga a central hidroeléctrica de Laúca ao centro mineiro de Kolwezi, na RDC, passando por Saurimo e Luau. A linha tem como objectivo fornecer energia fiável e limpa ao coração industrial da RDC, ao mesmo tempo que electrifica de forma estrutural o leste de Angola.

A chegada da linha à cidade de Saurimo permitirá o desenvolvimento das províncias das Lundas, através de investimento privado em infra-estruturas energéticas, substituindo a dependência de financiamento público ou de dívida soberana.

Tal como o projecto Soyo-Cabinda, os estudos foram concluídos com investimento garantido pela SOMAGEC, através da sua subsidiária Meridia Energy, em parceria com investidores institucionais europeus, americanos e africanos.

“Importa realçar que os projectos terão impacto directo na balança de pagamentos de Angola, na estabilidade fiscal do sector eléctrico, no crescimento do PIB de ambos os países, na criação de emprego e na promoção de novas zonas económicas com base energética sólida”, lê-se na nota.