A produção agrícola no País atingiu cerca de 30 milhões de toneladas de produtos diversos na campanha 2024/2025, representando um crescimento de 8,6% em relação ao ano anterior (2023/2024), em que foram produzidas 28,3 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 19, em Luanda, pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, durante o Conselho Consultivo da instituição, que decorre até sexta-feira, 20, com foco na preparação do ano agrícola 2026/2027.
De acordo com o governante, mais de 60% da produção provém da agricultura familiar, num universo estimado em 3,5 milhões de agregados, dos quais 1.174. 655 beneficiaram de assistência do Governo, o que corresponde a 39,1% dos agregados rurais e urbanos agrícolas.
Isaac dos Anjos assegura que o Governo pretende introduzir novos procedimentos operacionais com vista à melhoria dos resultados produtivos do sector apesar das limitações financeiras.
“O nosso objectivo é crescer e prosperar, apesar dos recursos financeiros limitados, por esta razão estamos reunidos para auscultarmos todos os intervenientes, apresentar as nossas ambições, e juntos definirmos as melhores soluções”, afirmou.
Para o próximo ano agrícola, o ministro defende a criação de linhas de crédito ajustadas ao perfil dos produtores nacionais, e considera que o financiamento deve ser mais “flexível e acessível” para pequenos, médios e grandes agricultores.
Isaac dos Anjos defende ainda um maior envolvimento das empresas fornecedoras de insumos, de modo a assegurar a aquisição e distribuição atempada dos produtos essenciais para o sector agrícola.
Entre as prioridades do Ministério da Agricultura e Florestas para 2026/2027 constam restabelecer o serviço de alerta rápido, operacionalizar o Sistema de Informação e Alerta Rápido para a Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), bem como a conclusão do Centro de Bioveterinária e Produção de Vacinas, na província do Huambo.
Segundo o ministro, estas e outras iniciativas visam reforçar a produção de cereais, fruteiras, hortícolas e óleo de palma, aumentando a capacidade produtiva e a competitividade do sector agrícola no mercado interno e externo.

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