O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, afirmou, nesta terça-feira, 03 de Junho, em Luanda, que Angola está a construir as condições para que deixe de ser “apenas um destino” e passe a “afirmar-se, cada vez mais”, como uma plataforma de ligação regional e intercontinental.
Ao intervir na cerimónia de apresentação da nova rota da TAAG para Guangzhou (República Popular da China), o governante descreveu que a rota “deve ser entendida no contexto da visão estratégica” que o Executivo angolano tem vindo a desenvolver para o sector dos transportes e da logística.
“Angola está a investir na construção de um novo posicionamento regional, um posicionamento assente na integração entre infra-estruturas aeroportuárias, portuárias, ferroviárias e logísticas”, assinalou Ricardo Viegas D’Abreu.
Para o titular dos Transportes, o Aeroporto Internacional António Agostinho Neto (AIAAN), localizado em Icolo e Bengo, constitui um dos pilares dessa estratégia, projectado para responder ao crescimento do transporte de passageiros e carga, representando um equipamento estruturante para o futuro da mobilidade aérea nacional e regional.
A ligação a Guangzhou, assinalou, reforça essa visão, porquanto contribui para “aproximar África da Ásia” e aumenta a conectividade internacional de Angola, além de criar “novas possibilidades de trânsito e interligação regional e fortalecer a ambição” de transformar Luanda num “importante ponto de ligação” entre diferentes corredores económicos globais.
Ricardo Viegas D’Abreu realçou que o sector da aviação continua a desempenhar um papel determinante na competitividade dos países. Recordou que, em 2025, o transporte aéreo mundial ultrapassou os 5,2 mil milhões de passageiros e o continente africano registou um crescimento superior à média global, confirmando “o enorme potencial” de expansão da conectividade aérea em África.
“Angola pretende participar activamente nessa nova fase de crescimento. E para isso, precisamos de infra-estruturas modernas, de operadores mais fortes, de maior integração regional e de companhias capazes de competir internacionalmente”, apontou o ministro dos Transportes.


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