IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

Angola identifica Economia Azul como um activo estratégico para o seu desenvolvimento

Amilton Victor
23/7/2026
1
2
Foto:
Isidoro Suka

Sector requer políticas executáveis, financiamento adequado e benefícios reais para os povos, defende o secretário de Estado para as Pescas e Recursos Marinhos.

O secretário de Estado para as Pescas e Recursos Marinhos, Álvaro Cunha, considerou, nesta quarta-feira, 22, em Luanda, que os recursos oceânicos e costeiros de Angola constituem um “activo estratégico” para o desenvolvimento nacional e que as soluções face aos desafios emergentes passam por “mobilizar investimento e gerar emprego digno”.

O governante, que discursava na 3.ª Conferência de Alto Nível sobre a Economia Azul em África (ABEW), referiu que “o mar faz parte da identidade angolana”, por isso, devem ser “arregimentados esforços” capazes de traduzir prioridades políticas em medidas operacionais.

“A nossa zona costeira, biodiversidade marinha, aquicultura, assim como os nossos rios e zonas húmidas requerem políticas executáveis, instituições mais fortes, financiamento adequado, ciência aplicada e benefícios reais para os nossos povos”, disse.

Álvaro Cunha convidou todos os players do continente comprometidos com o modelo económico de crescimento sustentável a contribuírem para um portfólio de “projectos azuis bancáveis”, identificando soluções que possam alocar investimentos, reduzir perdas pós-captura, ampliar o comércio intra-africano e fortalecer a cooperação Sul-Sul e triangular.

O secretário de Estado descreveu que os desafios do continente ligados à economia azul envolvem a pesca ilegal, poluição marinha, degradação dos ecossistemas, escassez de dados, financiamento insuficiente e vulnerabilidade das comunidades costeiras.

Face a este panorama, o responsável apelou ao Segmento de Peritos Técnicos da ABEW 2026, presente em Luanda, à “formulação de uma estratégia concreta, mensurável e inclusiva”, que proteja os ecossistemas, promova a segurança alimentar e o emprego digno, valorize a ciência e fortaleça a soberania dos Estados sobre os seus recursos aquáticos.