Angola volta a constar da lista de países com acesso preferencial ao mercado dos Estados Unidos com a isenção de taxas à entrada na exportação de mais de sete mil produtos, após a reactivação da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA, na sigla em inglês) para até 31 de Dezembro de 2026.
A decisão, anunciada nesta terça-feira, 3, pelo representante comercial da presidência norte-americana, Jamieson Greer, restabelece vantagens comerciais que haviam expirado a 20 de Setembro de 2025 e tem efeitos retroactivos, garantindo continuidade às exportações elegíveis.
A medida integra uma prorrogação do programa que abrange cerca de 30 países da África Subsaariana, entre eles os lusófonos Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A extensão foi aprovada como parte de uma lei promulgada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A 12 de Janeiro, a Câmara dos Representantes havia aprovado a continuidade da AGOA por três anos, mas o Senado reduziu a extensão para um ano.
Criada em 2000, a AGOA é um dos principais instrumentos da política comercial dos EUA para África e condiciona os benefícios ao cumprimento de critérios como pluralismo político, respeito pelos direitos humanos e medidas anticorrupção.
Em 2021, Angola foi o quinto maior exportador para os Estados Unidos, entre os 36 países africanos que beneficiam de condições comerciais preferenciais ao abrigo da AGOA.
De acordo com dados do portal económico Trading Economics e do Gabinete do Representante Comercial dos EUA, em 2023, os Estados Unidos importaram de Angola bens no valor de cerca de 1.160 milhões de dólares, enquanto as exportações norte-americanas para o mercado angolano totalizaram perto de 599 milhões de dólares.
Em 2021, Angola foi o quinto maior exportador para os Estados Unidos entre os 36 países africanos que beneficiam de condições comerciais preferenciais ao abrigo da AGOA.

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