A TAAG - Linhas Aéreas de Angola vai suspender temporariamente as contratações externas e as promoções internas de quadros, além de reforçar o controlo rigoroso de despesas e viagens de serviço, no âmbito de um programa de transformação e reestruturação destinado à redução de custos.
Em comunicado a que a E&M teve acesso, a transportadora aérea refere que as medidas integram o programa PALANCA, que visa reforçar a disciplina financeira e assegurar a sustentabilidade da empresa. O plano inclui ainda restrições temporárias em incentivos comerciais, bem como maior rigor na aquisição de bens e serviços.
“A implementação destas medidas visa proteger os resultados financeiros da TAAG, promover a eficiência operacional e preparar a companhia para uma recuperação sustentável no médio e longo prazo, assegurando a continuidade e fiabilidade dos seus serviços a todos os passageiros e parceiros”, refere a nota.
De acordo com a companhia, com estas acções, pretende-se reforçar a disciplina de custos e assegurar a sustentabilidade, garantindo que cada recurso é utilizado com responsabilidade.
A empresa sublinha que as decisões não afectam a segurança operacional, nem a manutenção das aeronaves ou a disponibilidade de tripulações de cabine e de cockpit.
Citado no comunicado, o Presidente do Conselho de Administração, Clovis Lara Rosa, afirma que as medidas são necessárias para reforçar a estabilidade financeira da TAAG, proteger os colaboradores e garantir que a companhia se mantenha sólida, eficiente e preparada para um futuro sustentável: “Cada decisão que tomamos visa assegurar responsabilidade, disciplina e continuidade operacional”.
A decisão surge depois de a companhia de bandeira nacional ter registado, em 2024, um prejuízo de 134,2 mil milhões de Kwanzas (cerca de 146,6 milhões de dólares), agravando as perdas face ao ano anterior, apesar da recapitalização pública realizada em 2023, estimada em 121,4 mil milhões Kz, à época equivalentes a 146,5 milhões de dólares.
De acordo com o último Relatório e Contas, a TAAG apresentava capitais próprios negativos de 31,5 mil milhões de kwanzas.
Segundo cálculos do Expansão, a transportadora acumula prejuízos de 1.753,2 milhões de dólares nos últimos dez anos.
A TAAG integra ainda a lista de activos a privatizar no âmbito do Programa de Privatizações de Angola (PROPRIV), previsto para este ano.

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