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Brent sobe para os 84 dólares com o desmentido de Teerão a anular o optimismo de Trump

Adnardo Barros
4/8/2026
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Foto:
DR

A cotação do crude regressou aos ganhos nos mercados internacionais, impulsionada pelas crescentes dúvidas em redor de um eventual acordo de paz no Médio Oriente.

As cotações do petróleo voltaram a negociar em terreno positivo nesta terça-feira e inverteram a forte tendência de queda registada na sessão anterior. O barril de Brent, que serve de referência para as exportações angolanas, avançava 1,14% para os 84,73 dólares. No mercado nova-iorquino, o West Texas Intermediate (WTI) acompanhava o movimento com uma subida de 0,52%, a cotar nos 80,76 dólares por barril.

A recuperar da pressão vendedora de segunda-feira, altura em que o Brent chegou a cair mais de 7%, o mercado reage agora com cepticismo às declarações vindas de Washington. A queda acentuada da véspera fora motivada pelo anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, a dar conta de que a sua administração iria iniciar, ainda esta semana, negociações directas para um acordo de paz com o Irão.

As autoridades de Teerão vieram a público rejeitar qualquer preparação para conversações bilaterais com a Casa Branca, o que reacendeu de imediato os receios dos investidores quanto à estabilidade do fornecimento de crude a partir do Médio Oriente.

Em resposta ao desmentido iraniano, Donald Trump voltou a usar um tom assertivo e avisou que esta representa a "última oportunidade" para Teerão.

"A liderança iraniana é hipócrita! Pedem uma reunião, alguns diriam que 'imploram', as conversações começam, com mais encontros agendados para o futuro imediato, e afirmam, abertamente e com orgulho, que não estão a ter quaisquer discussões, que nada está a ser discutido e que estão apenas a lidar com Omã", criticou o chefe de Estado norte-americano através da sua rede social.

A oscilação dos preços tem sido alimentada não só pelas declarações contraditórias das partes envolvidas, mas também pelos constantes ataques a navios mercantes no Estreito de Ormuz. Segundo fontes envolvidas na mediação citadas pela Associated Press, a plena reabertura desta rota marítima crucial continua estritamente dependente do reatar formal do diálogo entre Washington e Teerão.