A República Popular da China foi o maior comprador do petróleo angolano em 2025, tendo desembolsado pelo menos 14,29 mil milhões USD, montante que representa uma redução de quase 11,7% face a 2024, concluiu a E&M com base nos dados recentes do Banco Nacional de Angola (BNA).
O montante despendido pela maior economia da Ásia e segunda ao nível mundial, depois dos Estados Unidos da América (EUA), representa aproximadamente 58,48% do valor da exportação do petróleo bruto extraído no País, cuja referência é o Brent, negociado na Bolsa de Londres.
A Índia foi o segundo maior destino do petróleo bruto de Angola no ano passado. Atendo-se ainda às estatísticas divulgadas pelo banco central, a pátria de Mahatma Gandhi, actualmente governada por Narendra Modi (primeiro-ministro), gastou quase 2,7 mil milhões USD na compra de crude.
À semelhança da China, o valor da exportação de petróleo bruto referente a 2025 diminuiu, relativamente a 2024. Segundo os cálculos da E&M, feito com base na informação obtida do BNA, a quebra foi de quase 17,24%.
O terceiro destino do ouro negro angolano, no ano passado, foi a Indonésia. A maior nação muçulmana do mundo em população (242 a 277 milhões de fiéis), também situado na Ásia, gastou perto de 1,96 mil milhões USD.
Em sentido contrário ao da China e Índia, como ilustra o BNA, os dois países mais populosos do mundo (juntos detêm aproximadamente 35% da população mundial), a Indonésia aumentou em 27,6% os gastos com a compra de petróleo angolano no ano passado, comparativamente a 2024.
Se a China gastou menos na compra de petróleo angolano em 2025 quando comparado a 2024, Angola reduziu o stock da dívida com o gigante económico asiático. O País (indica o BNA) fechou o ano passado devendo 12,95 mil milhões USD, contra os 14,35 mil milhões USD de 2024.
Os números obtidos do banco central apontam que houve uma diminuição de aproximadamente 9,7% (quase 1,39 mil milhões USD) do stock da dívida com a República Popular da China em 2025, face ao período homólogo.
O stock da dívida pública de Angola com a China ganhou uma trajectória negativa desde 2021 quando estava avaliada em quase 21 mil milhões USD.

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