A Sociedade Mineira do Chitotolo (SMC) passou a dispor de melhores condições para explorar reservas anteriormente subaproveitadas, com a entrada em funcionamento de uma nova Central de Recuperação e Processamento (CRP), inaugurada esta quinta-feira na província da Lunda-Norte.
A infra-estrutura, avaliada em cerca de 9 milhões de dólares, foi concebida para responder à existência de importantes depósitos aluvionares, incluindo materiais residuais com teores de concentrado que podem atingir até 20%, cuja exploração vinha sendo limitada por constrangimentos técnicos e pela capacidade instalada anterior.
Com tecnologia mais avançada, a nova central permite aumentar a eficiência no tratamento do minério e melhorar a taxa de recuperação de diamantes, tornando viável a valorização de recursos que, até agora, tinham menor aproveitamento económico.
A capacidade de processamento atinge cerca de 120 toneladas por dia, o equivalente a 60 metros cúbicos de concentrado, o que representa um aumento de aproximadamente 140% face ao sistema anterior.
Entre os equipamentos instalados destacam-se máquinas Flow-sort TSXR Twin Stage, sistemas de separação granulométrica, crivos de preparação, correias transportadoras, jet pumps e um sistema de monitorização por CCTV com recurso a inteligência artificial.
O presidente do Conselho de Gerência da SMC, Artur Gonçalves, sublinhou que o investimento marca uma nova fase para a empresa, ao permitir uma utilização mais eficiente das reservas disponíveis. “Estamos a criar condições para aproveitar melhor os recursos existentes, com ganhos claros em recuperação, eficiência e valorização do produto”, afirmou.
Segundo a nota enviada à E&M, a inauguração decorre no âmbito das celebrações dos 30 anos da empresa e contou com a presença do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que destacou a importância de investimentos que aumentem o valor acrescentado do sector diamantífero.
Com esta nova capacidade, a Sociedade Mineira do Chitotolo reforça a sua posição como maior produtor aluvionar de diamantes em Angola e cria bases para prolongar a vida útil da mina, através do aproveitamento mais eficiente de recursos anteriormente considerados de menor viabilidade.


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