IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

Confiança dos empresários recua e atinge o nível mais baixo no IVº trimestre de 2025

Adnardo Barros
4/3/2026
1
2
Foto:
DR

Pouca procura, dificuldades financeiras, excesso de burocracia e regulamentações estatais representam os principais desafios que continuam a travar os empresários nacionais.

A confiança dos empresários caiu no quarto trimestre de 2025 para o nível mais baixo em termos homólogos, de acordo com o Indicador de Clima Económico divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística. A leitura da revista E&M junto aos dados do INE mostra que, segundo o Inquérito de Conjuntura às Empresas, que funciona como um termómetro da saúde da economia angolana a partir da percepção dos próprios gestores, o saldo das respostas foi de 4 pontos, menos 1 ponto em relação ao IV trimestre de 2024.

O inquérito, que auscultou gestores dos sectores da construção, comércio, indústria transformadora, indústria extractiva, transportes, turismo e comunicação, aponta que os principais desafios enfrentados continuam os mesmos: pouca procura, dificuldades financeiras, excesso de burocracia e regulamentações estatais.

Na construção civil, o indicador de confiança fixou-se em quatro pontos , uma recuperação face aos dois pontos registados no período homólogo de 2024. Os empresários revelaram ter encomendas em carteira para 62 semanas de trabalho, alimentadas por obras públicas, que representaram 70% da facturação no último trimestre do ano.

No comércio, o indicador de confiança recuou para 13 pontos no quarto trimestre de 2025, uma ligeira queda face aos 14 pontos registados nos três meses anteriores. Os dados mostram que 65% dos produtos comercializados eram de origem nacional, contra 35% de importados.

No turismo, o indicador de confiança caiu de 10,8 para 2,3 pontos. A tendência é decrescente com actividade actual das empresas fixa-se em três pontos e as perspectivas de emprego e de negócio para os próximos meses são negativas.

Pior está a comunicação, que entrou em terreno desfavorável, com o indicador a cair de 30 para 18 pontos no quarto trimestre. A actividade actual regista sete pontos negativos e os empresários queixam-se de dificuldades financeiras, excesso de burocracia e regulamentações estatais que travam o dia-a-dia.

Quem lidera o optimismo são os transportes. O indicador de confiança saltou de um para 17 pontos, impulsionado pelo transporte de materiais para as obras e do início de um ciclo mais positivo na economia. As perspectivas de actividade dispararam para 59 pontos, um dos valores mais altos entre todos os sectores.

A indústria extractiva também acelerou, com o indicador de confiança a subir de dois para cinco pontos no quarto trimestre, impulsionado pela produção actual que disparou para 27 pontos.