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“Desde que estou no sector, não vi a saída de nenhuma empresa” petrolífera de Angola

Victória Maviluka
23/6/2026
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Foto:
DR

Ministro Diamantino Azevedo sublinha a entrada de novos operadores no sector de hidrocarboneto angolano, e assinala a apresentação, nesta segunda-feira, 22, do projecto Greater PAJ.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou que, desde que assumiu o sector, não registou nenhuma retirada de empresas petrolíferas do País, desmentindo, assim, as informações que recentemente circularam e que apontavam para uma suposta saída do mercado angolano de companhias internacionais.

“Desde que estou no sector, não vi a saída de nenhuma empresa. Pelo contrário, vi o retorno de empresas como a Shell, como a Petrobras que está a analisar prospectos, como a Petronas e outras mais pequenas que também estão a procurar o nosso País para investimentos em onshore e em campos maduros”, disse.

O governante falava à imprensa nesta segunda-feira, 22, em Luanda, à margem da apresentação pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), em conjunto com a Azule Energy (Operador) e os parceiros Sonangol E&P e Equinor, da Decisão Final de Investimento (FID) para o projecto Greater PAJ.

O projecto, detalhou o titular dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás na cerimónia, deve entrar em operação em 2029, com a previsão de produção diária de 95 mil barris, mitigando os efeitos do “declínio natural” da produção petrolífera em Angola.

Acrescentou que o programa, localizado nos Blocos 31 e 31/21, no offshore angolano, vai contribuir para o alcance de um dos principais objectivos do sector que consiste em garantir níveis sustentáveis de produção petrolífera a médio e longo prazo e, assim, contribuir para o aumento das receitas fiscais e para a estabilidade macroeconómica de Angola.

“O desenvolvimento integrado dos blocos 31 e 31/21 constitui uma abordagem inovadora que privilegia a gestão eficiente de recursos petrolíferos assente na optimização de infra-estruturas e na racionalização de custos, tratando-se de um modelo que reforça a eficiência, maximiza o valor dos activos e demonstra a capacidade do sector para encontrar soluções cada vez mais competitivas e sustentáveis”, assinalou o governante.

Um investimento de cerca de 5,1 mil milhões de dólares e com previsão de início de produção em 2029, o projecto Greater PAJ, segundo Diamantino Azevedo, encerra uma particular importância por incluir Conteúdo Local, com a previsão de cerca de 1,8 milhões de horas de trabalho local associada à construção, montagem e operação das suas infra-estruturas a representar uma “oportunidade concreta” para a geração de emprego, a formação e a valorização do capital humano angolano.