A Eni inaugurou, nesta terça-feira, 23, em Luanda, um novo centro de produção de fogareiros melhorados, no âmbito da implementação do programa Eni for Clean Cooking, uma iniciativa destinada a ampliar o acesso a soluções de cozinha limpa e mais eficientes em Angola.
Desenvolvido em parceria com os Salesianos de Dom Bosco e a organização Médicos com África CUAMM, o novo centro com capacidade para fabricar em escala modelos inovadores de fogareiros melhorados, complementa a unidade de Benguela, recentemente modernizada, permitindo mais do que triplicar a capacidade global de produção no país.
Segundo o director-geral da Eni Natural Energies em Angola, João Maria da Silva, a nova unidade representa "um passo significativo" na expansão do acesso a soluções de cozinha limpa e sustentável no País. “Através do programa Eni for Clean Cooking, já alcançámos mais de um milhão de pessoas e pretendemos envolver 3,5 milhões até 2030, contribuindo para a melhoria das condições de vida das famílias, a redução do consumo de combustível e a geração de benefícios concretos para a saúde, o ambiente e o desenvolvimento económico local”, afirmou.
Além da produção e distribuição gratuita dos fogareiros melhorados, o programa inclui iniciativas focadas na formação, inclusão social e saúde. Entre elas destacam-se cursos de especialização técnica para cerca de 2.400 estudantes, a atribuição de 130 bolsas de estudo plurianuais nas áreas do ambiente e das energias renováveis, a criação de um centro de formação profissional em Luanda e campanhas de sensibilização sobre nutrição e higiene básica. O projecto já criou mais de 260 postos de trabalho nas áreas de produção, distribuição e logística, prevendo-se novas oportunidades de crescimento nos próximos anos.
Durante a inauguração do novo centro, a Eni anunciou igualmente o lançamento de um projecto de agricultura sustentável e restauração de ecossistemas na Província do Moxico, em parceria com a C4 EcoSolutions.
A iniciativa prevê a implementação de práticas agrícolas sustentáveis e a recuperação de ecossistemas florestais, com o objectivo de melhorar a fertilidade dos solos, reforçar a resiliência climática, proteger a biodiversidade e contribuir para a remoção de dióxido de carbono.
O projecto abrangerá, de forma gradual, cerca de 40 mil hectares, envolvendo até 20 mil agricultores e criando até 700 postos de trabalho no pico da sua implementação. A iniciativa será acompanhada por programas de formação e assistência técnica às comunidades locais, com foco na promoção da igualdade de género.
O programa Eni for Clean Cooking integra o compromisso da Eni de promover o acesso a soluções de cozinha limpa em toda a África Subsariana, onde cerca de mil milhões de pessoas continuam sem acesso a sistemas modernos e eficientes de confeção. Até ao momento, a iniciativa já beneficiou mais de 4,6 milhões de pessoas em sete países africanos (Angola, Costa do Marfim, Moçambique, República do Congo, Ruanda, Tanzânia e Madagáscar) e pretende alcançar 10 milhões de pessoas até 2027 e 20 milhões até
2030.















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