Angola produziu 601,3 mil m3 de rochas ornamentais entre os anos 2021 e 2025, permitindo um valor de exportação na ordem dos 179,61 milhões USD durante o período, informou, nesta sexta-feira, 28, em Luanda, o secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Alexandre Barroso.
Ao intervir na cerimónia de apresentação dos resultados da produção e comercialização das rochas ornamentais nos últimos quatro anos, o governante reportou que os níveis de produção alcançados, particularmente a partir de 2023, evidenciam uma evolução que “ultrapassou significativamente” as projeçcões estabelecidas para o período até 2027.
Com efeito, especificou, foram produzidos 206,85 mil m3 em 2023 e 231,94 mil m3 em 2024, volumes que reflectem a “dinâmica da actividade e o esforço e compromisso” dos operadores na expansão da produção e no aproveitamento do potencial existente.
A China, Espanha e Itália representaram em conjunto 89,16% do valor total exportado, o que, na óptica de José Alexandre Barroso, deixa patente a capacidade do subsector para gerar divisas, dinamizar a actividade empresarial e contribuir para as receitas fiscais do Estado, reforçando simultaneamente o seu papel na diversificação das exportações nacionais.
O secretário de Estado para Petróleo e Gás observou que a dinâmica se manteve no I semestre de 2026, período em que foram exportados 139,48 mil m3 correspondentes aproximadamente a 21,26 milhões, para quem estes indicadores confirmam a relevância económica do subsector e a necessidade de consolidar os ganhos alcançados, criando melhores condições para o seu desenvolvimento.
Perante tal evolução, o desafio que se coloca é assegurar que o crescimento da produção e das exportações seja acompanhado por ganhos de produtividade, qualidade e valor acrescentado”, persectivou José Alexandre Barroso.
Para tal, sugeriu ser necessário continuar a promover o beneficiamento e a transformação local, modernizar os processos produtivos, elevar os valores de qualidade e certificação, reforçar a qualificação da mão-de-obra e ampliar a presença das empresas angulares nas cadeias internacionais do trabalho.














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