A Fundação BAI e os coleccionadores José Julião e Jeredh Santos inauguraram nesta quarta-feira, 22 de Abril, no Palácio de Ferro, a exposição “Angola 75”, com mais de 200 objectos gráficos que contam a história da Independência, soube a Economia e Mercado num documento enviado à redacção.
A mostra ocupa várias salas do edifício histórico e apresenta cartazes, notas de kwanza, recortes de jornais, revistas, livros, discos, selos, mapas e outros suportes gráficos. O material pertence ao acervo particular dos promotores e cobre, segundo a organização, o período entre 1960 e 1979.
Em declarações aos presentes, a secretária de Estado da Cultura, Maria de Jesus da Piedade, considerou a iniciativa “de grande relevância” e afirmou que a exposição representa “um encontro de memória” e “um diálogo entre o passado e o presente”.
Já a presidente do Conselho de Administração da Fundação BAI, Inokcelina de Carvalho, defendeu que a memória é “um instrumento de educação” e que a cultura ocupa um lugar central na estratégia da instituição.
O colecionador Jeredh Santos explicou que a exposição tem, do seu ponto de vista, “um sentido patriótico” ao evidenciar o esforço intelectual para a conquista e manutenção da soberania nacional. “É a materialização de um sonho”, disse, referindo-se à possibilidade de tornar público um acervo que até agora permanecia privado.
A Fundação BAI, parceira institucional do projecto, anunciou um plano de visitas educativas direccionado a escolas, universidades e projectos socioculturais que trabalham com jovens. O programa inclui visitas guiadas e momentos de mediação.


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